Nova reunião entre os professores do Ensino Superior do Estado de SP e representantes das instituições terminou sem acordo. A rodada de negociação da campanha salarial foi nesta quarta (18), e as mantenedoras seguem negando repor as perdas causadas pela inflação, que chegou a 10,57% na data base da categoria, em 1º de março.

“Eles insistem no reajuste de 6% parcelado entre 4% agora e 2% em janeiro de 2023, mesmo diante de uma inflação crescente. O patronal decidiu que não quer repor a defasagem nos salários, mas dizem que ‘querem negociar’? Isso não é uma negociação de verdade”, afirma Celso Napolitano, presidente da Fepesp (Federação dos Professores do Estado de SP).

Assembleias – Na última sexta (13), os 25 Sindicatos filiados à Fepesp realizaram assembleias e todos rejeitaram a proposta do patronal. A comissão negociadora dos Sindicatos propôs submeter as propostas à mediação do Tribunal Regional do Trabalho, em uma fase denominada pré-processual. Mas as instituições recusaram qualquer forma de mediação e fincaram pé no que foi oferecido.

Recuo – Pelo menos uma notícia positiva aos professores: os empresários cederam à reivindicação dos Sindicatose e vão manter todas as cláusulas da Convenção Coletiva do ano passado, o que é conhecido como ‘ultratividade das normas’, até o dia 12 de julho.

Mobilização – “Temos que nos organizar e demonstrar o descontentamento com a atuação das mantenedoras na negociação. E vencer o impasse com o poder e a disposição de luta das categorias”, diz Celso Napolitano. O presidente da Fepesp completa: “Não aceitamos salários sem a reposição da inflação”.

MAIS – Acesse o site do Fepesp.

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