“O paradoxo dos juros no Brasil”. Com esse artigo, terça (16), no Estadão, o economista e professor Antonio Corrêa de Lacerda mostra os estragos da alta do juro na vida nacional.

Juro alto o trabalhador experimenta quando paga a prestação da geladeira, por exemplo. Mas Selic alta é mais que isso. O presidente do Conselho Federal de Economia explica à Agência Sindical. Trechos principais:

Discurso – “A população geralmente não se liga na questão dos juros altos porque fica refém do discurso recorrente de setores rentistas na mídia. Subir juro fica parecendo normal”.

Economia – “Todos os indicadores no País são ruins: alto desemprego, inflação alta. Mas a pressão inflacionária não se dá pelo excesso de demanda”.

Fatores – “Vários se juntam pra elevar a inflação – preço das commodities, como petróleo e grãos, e taxa de câmbio. Elevar juros não muda esse quadro. A economia brasileira sofre também pressão dos oligopólios, que têm poder na formação de preços”.

Estrago – “Ainda que seja breve a fase do juro alto, sentiremos por um tempo seus impactos. Ao deixar de investir na produção, a empresa não ofertará novos postos de trabalho”.

Longeva – “A crise se acentua desde 2015. E a alta de juros vai agravar a crise brasileira”.

Vida real – “Selic alta prejudica o trabalhador, reduz a oferta de emprego, desemprega, eleva a dívida pública, pressionando pelo corte de gastos sociais e serviços públicos”.

Crédito – “No Brasil, existe distância enorme entre taxa básica e juro real cobrado. O aumento na Selic encarece o crédito, dificultando para as pequenas empresas”.

Indústria – “Setor industrial está passivo ante os rumos da economia. Teriam que gritar e cobrar uma política industrial no País.”

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