Após insistência do movimento sindical e grande recusa por parte do governo de Jair Bolsonaro, o inimaginável aconteceu. O ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, recebeu representantes das Centrais terça (24), em Brasília. Segundo os sindicalistas, o convite veio por parte do ministro.

Esse é um fato histórico e deve ser comemorado. Desde que assumiu a presidência da República, Bolsonaro se recusou a ouvir as demandas da classe trabalhadora e chegou a extinguir o Ministério do Trabalho, que foi recriado neste ano.

Estiveram presentes no encontro Miguel Torres e João Carlos Gonçalves (Juruna), da Força Sindical; Sérgio Nobre e Valeir Eartle, da CUT; Ricardo Patah, da UGT, e José Reginaldo Inácio, da Nova Central.

Segundo Sérgio Nobre, a intenção do movimento sindical é dialogar com o governo a fim de que se encontrem saídas para a retomada econômica e valorização do emprego e da renda. “Estaremos sempre abertos ao diálogo pra defender os direitos da classe trabalhadora. Esse é o nosso papel de Central Sindical”, afirma o dirigente.

Miguel Torres espera que esse diálogo com o governo continue. “Esperamos que seja de fato para que os interesses dos trabalhadores sejam debatidos e, mais do que isso, defendidos”, projeta o presidente da Força.

Reaproximação – Desde que tomou posse como presidente, Bolsonaro evitou ouvir as demandas da classe trabalhadora. Agora, com seu governo sofrendo crise de popularidade, o diálogo foi retomado.

Reportagem da Folha de S. Paulo aponta que o ministro Onyx Lorenzoni já adiantou que não concordará com todas as pautas das Centrais Sindicais, mas vê suas demandas como legítimas e discutirá com o movimento. Ele, inclusive, ressaltou que foi presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio Grande do Sul.

Cobrança – Sérgio Nobre reafirma que o sindicalismo seguirá tentando articular com o governo as pautas trabalhistas. “Acompanharemos se o Ministério do Trabalho realmente vai trazer para si o debate. O tempo vai dizer porque temos o pé atrás e motivos de sobra pra isso”, conclui o presidente da CUT.

MAIS – Acesse os sites da Força Sindical e da CUT.

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