Deputada federal pelo Estado de São Paulo (Podemos), Renata Abreu confirmou na noite de terça apoio à luta dos frentistas pela manutenção de cerca de 500 mil empregos em todo o País. Ela é presidente nacional do Podemos e garantiu que toda a bancada deve acompanhar seu posicionamento.

Com esse gesto, a parlamentar se opõe à Emenda 18, de Kim Kataguiri (DEM-SP), que visa liberar as bombas automáticas, proibidas em lei desde 2001. A posição de Renata Abreu não é isolada. Ao contrário.

Eusébio Pinto Neto, presidente da Federação Nacional dos Frentistas, afirma: “Os apoios à nossa resistência têm avançado. Até agora, em dezenas de contatos que fiz, só um deputado disse ser a favor das bombas. Da direita à esquerda, nossa causa cresce a cada dia”.

Mesma avaliação faz Luiz Arraes, que preside a Federação estadual. O dirigente relata apoios em todos os partidos e cita as moções de rejeição à emenda obtidas em diversas Assembleias Legislativas. Ele diz: “Estamos listando essas iniciativas e a lista é grande, felizmente”.

Base – Afora a atuação na frente política, as entidades de classe mobilizam frentistas e usuários de postos. Há cerca de 10 dias circula uma Carta Aberta, em todo o País, e surgem vídeos de todos os recantos. Os próprios trabalhadores gravam em seus celulares e mandam para os Sindicatos, afirma Wellington Bezerra, do Espírito Santo, secretário-geral da Federação Nacional.

O deputado Kim sente que deu um mau passo. Nesta quarta, ele publicou post no Twitter, tentando se justificar. Semana passada, havia ficado numa tremenda saia justa em programa de José Luís Datena. Nas redes sociais, além do combate pelos Sindicatos, o parlamentar enfrenta um verdadeiro tsunami de críticas dos trabalhadores em postos.

MAIS – Fenepospetro, Fepospetro-SP

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