Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) estão mobilizados em todo o País contra a privatização da estatal. Na manhã desta terça (13), representantes de 20 Sindicatos filiados à Federação Nacional da categoria (Fentect) estiveram presentes em ato em frente à sede da empresa, em Brasília.

Segundo os sindicalistas, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, querem privatizar a empresa que atende toda a população brasileira, de Norte a Sul do País. Eles denunciam que, caso isso ocorra, além de quase 100 mil demitidos em todo o Brasil, as postagens e entregas de produtos podem ficar mais caras.

O presidente da Fentect, José Rivaldo, conta que além do encarecimento do serviço, podem ter cidades que não terão o atendimento integral da ECT. “Hoje os Correios fazem a integração, o subsídio cruzado, em que os locais que dão lucro custeiam as pequenas cidades. Em nossa análise, cerca de três mil cidades ficariam com atendimento uma vez ao mês ou a cada 15 dias”, denuncia o dirigente.

Lucro – Um dos argumentos utilizados pela base aliada ao governo no Congresso é de que a empresa gera despesas e não é viável manter sua continuidade. Por outro lado, o lucro apresentado em 2020 foi de R$ 1,5 bilhão. Ou seja, a situação mostra que os Correios não são deficitários para o governo Bolsonaro.

Rivaldo afirma que as entidades sindicais seguirão na luta para alertar à população de que a venda total da ECT não fará bem ao País. “A gente vai continuar lutando e este ato de hoje representa que é possível barrar a privatização”, conclui o presidente da Federação.

MAIS – Acesse o site da Fentect.

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