Em assembleia conduzida pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), os trabalhadores da Renault, da planta de São José dos Pinhais, decidiram pela manutenção da greve, que chega ao sétimo dia útil.

A decisão foi tomada após os funcionários reprovarem proposta de ajustes no acordo de flexibilidade e competitividade apresentada pela montadora.

“Tivemos nos últimos dois anos uma perda salarial esmagadora, perto de 25%. E mais de dois mil trabalhadores perderam emprego. Esses são os principais empecilhos na negociação com a Renault”, declara Sérgio Butka, presidente do SMC.

Veja os principais itens da proposta rejeitada:

  • Programa de Participação nos Resultados (PPR) – Primeira parcela de R$ 13.750,00 e a segunda parcela com valor em aberto, com previsão de pagamento em fevereiro de 2023 e calculada proporcionalmente ao volume de produção de 2022.
  • Referencial de produção passa de 353.000 veículos por ano para 244.819.
  • Antecipação do reajuste do vale-mercado, de setembro para junho, de 29%, indo para R$ 850,00 mensais.
  • Reposição da inflação pelo INPC nas datas-bases de 2022 e 2023 (1º de setembro).
  • Adequação dos cargos de técnico de manutenção e qualidade, com aplicação da tabela salarial vigente para a categoria.
  • Logística: mais seis níveis na tabela salarial com aplicação de 10% de reajuste para os colaboradores que já estão no topo da tabela atual.

MAIS – Acesse o site do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

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