O sindicalismo olha com preocupação para as montadoras e a cadeia automotiva. Fatos não faltam. A Volkswagem de Taubaté colocou 2,2 mil em férias coletivas, enquanto em São Bernardo pôs em layoff 1.500 empregados. Agora, a General Motors (GM) suspenderá um dos turnos da produção da S10 na planta de São José dos Campos (SP). A medida, que pode afetar 1.200 trabalhadores, se deve à falta de semicondutores. Suspensão deve durar até cinco meses.

O Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal) de São José está atento. A entidade quer estabilidade no emprego pra todos. Hoje (27), deve ocorrer reunião com a direção da GM.

O secretário-geral, Renato Almeida, afirma: “Queremos preservar os postos de trabalho. Pode haver suspensão de contrato, mas cobramos cláusula de estabilidade”. De janeiro até agora, a GM contratou 500 funcionários; destes, 350 são temporários. Ele diz: “Queremos, além da estabilidade, efetivar esse pessoal”.

2023 – A crise dos semicondutores é mundial. A empresa tem trabalhado com planejamento semanal, visto não ser possível prever o mercado com mais antecedência. “O mundo todo quer esses microchips, que não são utilizados só nos automóveis. A GM espera normalização apenas em 2023. Até lá, temos que unir o movimento sindical pela garantia dos empregos”, alerta.

Campanha – Segundo o secretário-geral do Sindmetal, os funcionários da GM conseguiram reajuste pelo INPC em acordo válido por três anos. Cláusulas sociais foram renovadas. “Cerca de 95% da nossa base, com 36 mil trabalhadores, já obteve reajuste ou aumento real”, informa Renato Almeida.

MAIS – Acesse o site do Sindmetal São José.

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