Com cerca de 70% de adesão, com a garantia de oferta dos serviços essenciais à população, os Servidores da Cetesb seguem em greve. Eles reivindicam a aplicação dos reajustes salariais de 2020 e 2021. O governo do Estado de SP se nega a pagar.

Nesta segunda (17), os trabalhadores da Companhia fizeram ato em frente ao prédio da Secretaria da Fazenda, na região central da Capital. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de SP (Sintaema), José Faggian, a categoria está mobilizada. “A realização desse ato só confirma a vontade de lutar contra a política nefasta de João Doria”, afirma.

“São Paulo é o Estado mais rico do Brasil e o governo nega a esses trabalhadores o mínimo, que é a reposição de perdas inflacionárias. Não vamos retroceder. Vamos seguir firmes na luta até o final”, destaca o dirigente.

Mobilização – Nesta terça (18), os Servidores da Cetesb fazem nova assembleia, que será realizada às 11 horas, de forma virtual, para que os trabalhadores decidam os rumos da luta.

Perdas – Segundo o Sintaema, a categoria tem se manifestado contra a política do governo do Estado, que se recusa a dialogar e não aplica o reajuste dos dois anos anteriores. A desculpa da gestão Doria é de que não há dinheiro em caixa para que o aumento seja concedido. Não é o que informa a direção da Cetesb.

De acordo com José Faggian, a presidenta da Companhia já confirmou que existem recursos para pagar os reajustes de 2020 e 2021. “Não estamos pedindo nada, estamos cobrando o que nos é direito”, ressalta.

Apoio – O presidente da regional de SP da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Renê Vicente, esteve presente em um dos piquetes de greve. Segundo o dirigente, o movimento é justo. “A CTB está com o Sintaema e vai lutar até garantir que os direitos da categoria sejam respeitados”, diz Vicente.

MAIS – Acesse o site do Sintaema e acompanhe a paralisação na Cetesb.

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