O déficit de profissionais na Polícia Civil de São Paulo ultrapassou a barreira dos 15 mil pela primeira vez, desde que o levantamento mensal começou a ser realizado pelo Sindicato dos Delegados do Estado de SP (Sindpesp), em outubro de 2017.

Esse é o pior índice da história e ele chega justamente em um momento em que o Estado convive com o crescimento de crimes em todo o território. Segundo informa o Sindpesp, no início da gestão do governador João Doria (PSDB), o Defasômetro marcava 13.553 baixas na corporação.

Segundo a presidente da entidade, dra. Raquel Kobashi Gallinati, essa ação é premeditada. “Apesar do discurso de que investe na Segurança Pública, o que temos hoje sob o comando do governador Doria é o desmonte intencional da Polícia Civil”, denuncia a dirigente.

Ela reforça o apelo por investimentos, algo que não é feito há tempos pelo governo do Estado. “Sem investimento consistente e urgente, a Polícia Civil de SP entrará em colapso”, avalia.

A dra. Raquel explica que além da falta de profissionais, as estruturas também são sucateadas, como viaturas, prédios, delegacias, armamentos e, inclusive, salários. “De todos os Estados, São Paulo tem o pior salário para delegados e um dos piores para escrivães e investigadores no Brasil”, afirma.

Perigos – A presidente do Sindpesp alerta que quem acaba sofrendo as consequências da falta de investimento na Segurança Pública é justamente a população. “Crimes que poderiam ser evitados antes do primeiro tiro com uso de inteligência e tecnologia aterrorizam os paulistas. As facções criminosas agem e o governador Doria sufoca a Polícia Civil”, conclui Raquel Gallinati.

MAIS – Acesse o site do Sindpesp.

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