NADA DE OU – Leia artigo de João Franzin

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O Auxílio Emergencial de R$ 600,00 livrou o Brasil da hecatombe. Milhões receberam, milhões comeram mais, milhões compraram, milhões puderam ficar mais dentro de casa, evitando a aceleração do novo Coronavírus.

Esse Auxílio tem uma história, que vale contar em poucas linhas: o governo federal não queria dar qualquer benefício; o sindicalismo se articulou e foi ao Congresso; Bolsonaro então apresentou proposta de R$ 200,00; o Congresso chegou a R$ 500,00; e, por, fim, bateu-se martelo nos R$ 600,00.

Do ponto de vista sindical, é a maior conquista recente do movimento, ombro a ombro com o aumento real para o salário mínimo, nos governos de Lula e de Dilma – houve 10 Marchas a Brasília pra esse fim. Mas o Auxílio tem mais impacto, devido à gravidade extrema da pandemia.

Porém, o sindicalismo – destaco o esforço de Miguel Torres, presidente dos Metalúrgicos de SP e da Força Sindical – jamais desistiu do Auxílio Emergencial. Vale reforçar, no valor de R$ 600,00 e enquanto durar a pandemia da Covid-19. Quem desistiu foi Bolsonaro.

Números não faltam pra justificar a continuidade do Auxílio. Quem teve o cuidado de olhar ao redor pôde verificar o vaivém das motos e bicicletas de entrega, como também o movimento em supermercados e farmácias, que contrataram mais funcionários.

Portanto, a grande luta atual dos brasileiros, sobretudo do sindicalismo, é recuperar o Auxílio Emergencial, insistindo no valor de R$ 600,00. Sem o ATÉ e sim com o ENQUANTO.
Mas, atenção: setores partidários introduzem o diversionismo com um tal de OU. Emergencial OU Bolsa-Família maior. É um erro. O que tem efeito rápido e eficaz é o Auxílio de R$ 600,00. Esse negócio de OU dá margem a manobras.

Em seu pronunciamento para a frente partidária que o apoia à presidência da Câmara, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) mencionou o Auxílio Emergencial OU ampliação do Bolsa-Família.

Como a malícia impera na política, não se sabe se Baleia fecha com o Emergencial (ou seja, a medida pra tempos de guerra) ou se adoça a política de Estado (ou seja, duradoura) do Bolsa-Família.

Diante disso, nada de vacilo. Nada de OU!