Polícia Militar do Paraná, governo do Estado e Renault pressionam e tentam desmobilizar a greve na unidade da montadora de São José dos Pinhais, que hoje chega ao décimo dia.

A paralisação decorre de impasse nas negociações relativas à renovação da PLR – Participação nos Lucros e/ou Resultados da empresa. Em torno de 4,5 mil estão de braços cruzados. Só entra na empresa cerca de 100 funcionários de setores essenciais.

Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), critica a pressão. Ele afirma: “Queremos resolver via negociação, mas pra isso a empresa precisa cessar as pressões e retomar as tratativas com o Sindicato”.

Segundo o dirigente, a montadora tem demanda a ser atendida. “Muitos carros que se vê nos pátios ainda estão sem acabamento. Faltam insumos. O fechamento da unidade da Renault na Rússia pode ajudar a suprir essa lacuna”, informa.

O acordo anterior de PLR carece de revisão. Butka explica: “Fechamos o acordo por quatro anos, numa conjuntura. Mas as condições mudaram, a inflação voltou com força”.

Quanto à pressão policial, o dirigente lembra que tentam repetir modelo usado da ditadura. Na época, era comum a polícia escoltar os ônibus, tentando fazer o operário a entrar pra trabalhar.

MAIS – Acesse o site dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

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