Em 21 de julho de 2020 chegava ao fim a greve na Renault de São José dos Pinhais (PR). A luta foi conduzida pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Os funcionários cruzaram os braços devido à demissão de 747 companheiros. Após 21 dias, veio a vitória.

A Agência Sindical deu ampla divulgação. À época, o diretor do Sindicato, Ezequiel Romão Pereira, participou de live conduzida pelo jornalista João Franzin. Ele relatou abusos e humilhação. “Teve trabalhadores que tiveram o crachá arrancado pelos chefes”, contou.

Ezequiel Romão Pereira, dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, é entrevistado pelo jornalista João Franzin

O presidente do Sindicato, Sérgio Butka, afirma que a luta mostrou a força dos trabalhadores pra reverter arbitrariedades patronais. “Com ampla mobilização, dos funcionários da Renault, famílias, comunidade e todo o movimento sindical, ficou claro que quando se tem união é possível resistir”, comenta.

Sérgio Butka, presidente do SMC, comanda assembleia na Renault

Pra parar a greve, a montadora ofereceu, além da readmissão dos empregados, um pacote de reajuste salarial de quatro anos na data-base e acordo de Participação nos Lucros e/ou Resultados, que pode chegar a R$ 100 mil até 2023.

Memória – Pra celebrar a data, o Sindicato da Grande Curitiba promove programação especial em seu canal no YouTube, a MetalTV. Além do registro dos atos, há entrevistas com trabalhadores.

MAIS – Acesse o site do SMC e relembre a luta vitoriosa.

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