No último domingo (15), uma mulher frentista que trabalha em um posto no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre (RS), sofreu assédio dentro da loja de conveniência do posto em que trabalha. Ela reagiu e bateu no assediador.

Nas imagens das câmeras de segurança do local, é possível ver Marian Damasio, de 22 anos, sentada, mexendo no celular, quando chega um homem e passa a mão nas pernas dela, que reagiu e se defendeu. De acordo com declarações da vítima, que registrou boletim de ocorrência, o agressor é um cliente que costumava comprar e distribuir balas entre os frentistas, inclusive à vítima.

Pelo relato de Marian, o assediador pediu o contato dela, que ignorou a investida, pouco antes do caso. Depois, ele volta e comete o crime. A vítima então inicia uma sequência de tapas e socos. O homem cai e é retirado por funcionários, enquanto ela é amparada por outra mulher e companheira de trabalho.

Inquérito – A delegada Cristiane Ramos, responsável pelo caso, destacou que a reação foi em legítima defesa. Um inquérito será aberto como importunação sexual, crime cuja pena varia de um a cinco anos de prisão. O agressor já foi identificado pela Polícia Civil. As identidades da vítima e a do assediador não foram divulgadas.

A secretária da Mulher da Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospetro), Telma Maria Cardia, se manifestou sobre o caso. Ela declara: “Quero dizer que sou contra a violência, porém não podemos aceitar esse tipo de assédio pacificamente. É difícil não reagirmos. Além de este sujeito apanhar, ele tem que ser preso. Esse assédio com as trabalhadoras precisa ter rigorosa punição”.

Sindicato – O Sindicato da categoria do Rio Grande do Sul se colocou à disposição da trabalhadora para eventuais desdobramentos do caso. E informa que, qualquer frentista vítima de assédio, pode procurar o Sindicato, que medidas serão tomadas.

MAIS – Acesse o site da Fenepospetro. Ou clique aqui e veja o vídeo do assédio.

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