22.6 C
São Paulo
quarta-feira, 27/05/2026

FNE: compromisso renovado e muitos desafios

Data:

Compartilhe:

Em meio a crises interna e global, gestão 2022-2025 à frente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) tem início nesta quarta-feira (16/3) com esforços voltados à defesa dos profissionais e do desenvolvimento do País.

Eleita durante a realização do XI congresso da entidade, em setembro último, a gestão 2022-2025 da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) tem início nesta quarta-feira (16/3). Estar à frente dessa diretoria, que reúne lideranças de primeira linha, é obviamente uma grande honra e uma enorme responsabilidade. Isso se dá também por este novo mandato estrear num momento de enorme desafio, não só para a nossa profissão, o sindicalismo e o País, mas para o mundo todo.

Após dois anos de pandemia de Covid-19 e quando temos a expectativa de superar ao menos os maiores obstáculos referentes à crise sanitária, nos vemos em meio a uma guerra na Europa, envolvendo potências nucleares. Somam-se ao horror do conflito e ao flagelo humano inerente a ele, riscos reais e já perceptíveis de piora da economia e das condições de vida da população em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.

Apesar desse cenário, que é certamente assustador, é preciso escapar à paralisia, arregaçar as mangas e atuar efetivamente dentro das nossas possibilidades em defesa da engenharia, dos seus profissionais e pelo desenvolvimento nacional, ainda que as dificuldades se multipliquem.

A equipe escolhida pelos delegados das cinco regiões do País para representar os engenheiros tem como ponto de partida e alicerce para essa atuação o programa de trabalho chancelado pela categoria para o próximo triênio. Esse engloba a contribuição ao debate pela retomada da expansão econômica a partir do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, o fortalecimento da luta sindical e a assistência aos profissionais que enfrentam inúmeras dificuldades com um mercado de trabalho desfavorável já há alguns anos.

Nessa pauta, merece destaque a batalha que segue permanente em defesa do salário mínimo profissional definido pela Lei 4.950-A/1966. Frequentemente alvo de ataques, no Legislativo e no Judiciário, essa norma é fundamental para assegurar remuneração adequada a uma categoria altamente qualificada e cujo desempenho é crucial à geração de riqueza, à inovação e ao ganho de produtividade e competitividade. Quando se trata do setor público, os profissionais da área tecnológica são agentes essenciais do desenvolvimento local, do planejamento, da segurança e do bem-estar da população. Portanto, precisam ser devidamente valorizados com salários e planos de carreira que também tenham como referência o piso definido na legislação. E aqui entra outra bandeira de luta da FNE, que é a instituição da carreira pública de Estado para a categoria, proposição que se encontra à espera de votação no Senado Federal.

Conscientes das dificuldades, mas apostando no trabalho duro e na disposição para o bom combate para vencer as justas batalhas que virão pela frente, renovamos nosso compromisso com os engenheiros. Seguimos juntos na luta em defesa da nossa categoria e por um Brasil melhor.

Clique aqui e leia mais artigos de Murilo Pinheiro.

Murilo Pinheiro
Murilo Pinheiro
Murilo Pinheiro é presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) e da Federação Nacional da categoria (FNE)

Conteúdo Relacionado

Garantir a redução da jornada – Murilo Pinheiro

É fundamental dar fim à escala 6X1 e adotar as 40 horas semanais de trabalho. O Congresso Nacional tem o dever de dar esse...

Navio negreiro – João Franzin

O dia, obviamente, tem 24 horas. Mas o Dia do Trabalhador, nas nossas metrópoles, dura menos. Explico.Em média, na Grande São Paulo, o trabalhador...

Pejotização geral: desmonte dos direitos do trabalho – Marcos Verlaine

Sob esse modelo que os empresários querem é o “trabalho sem direitos”. E trabalhador não é empresa. Empresa existe para gerar lucro para o...

Dia 27 pode ser histórico – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

A sociedade se organiza em classes. A classe rica é a dominante. A classe média fica no espaço do meio. E quem fica na...

O preço social das bets no futebol – Lourival Figueiredo Melo

O futebol brasileiro nunca movimentou tanto dinheiro com apostas esportivas. Ao mesmo tempo, o País enfrenta o avanço do endividamento familiar, do vício em...