Os professores do Ensino Superior do Estado de São Paulo realizaram assembleias simultâneas na sexta (13) e decidiram por rejeitar a proposta das instituições, apresentada em rodada de negociação na última quarta (11).

O patronal ofereceu reajuste de 4% agora, retroativo a março, mais 2% em janeiro de 2023, além de Abono de 30% em outubro.

Nova rodada de negociação entre os 25 Sindicatos que integram a Federação dos Professores do Estado de SP (Fepesp) e representantes das instituições acontece nesta quarta (18). Os trabalhadores reivindicam reajuste de 10,57% nos salários, como forma de recuperar as perdas da inflação.

NegociaçãoCelso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de SP (Fepesp), analisa as dificuldades que estão sendo enfrentadas. “Os grandes grupos econômicos, como Kroton, Ânima, Estácio e Unicsul, estão representados na comissão patronal de negociação e têm conseguido dar a tônica nas propostas. Eles querem estabelecer parâmetros mínimos de salários e condições de trabalho”, esclarece.

Contudo, os Sindicatos não cederam nas negociações. “A proposta de reajuste de 6% nos salários é inaceitável e desprovida de qualquer razoabilidade. As instituições continuam mantendo altas margens de lucros, graças às mudanças estruturais realizadas”, afirma Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sindicato dos Professores de São Paulo (SinproSP).

Justiça – Outra dificuldade nas negociações é que o patronal recusa-se a reconhecer a Justiça do Trabalho como uma instância possível para a solução do impasse. Isso impede uma ação de dissídio coletivo, que depende de mútuo acordo entre as partes que estão negociando.

MAIS – Acesse o site da Fepesp.

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