O novo acordo laboral firmado na Espanha acende as expectativas sindicais, mas também provoca reações em setores patronais. Presidenciáveis no campo da direita, como Moro e Doria, reagem e acenam com garantias neoliberais ao capital e à reforma trabalhista.

No movimento sindical, afora o apoio ao “acuerdo” que resgata direitos aos espanhóis, já se debate repactuação ou revisão da reforma comandada por Michel Temer em 2017.

Lula – No final da tarde de terça (11), o ex-presidente Lula, ministros de seu governo e dirigentes de várias Centrais reuniram-se com representantes da Espanha para debater “el acuerdo de la reforma laboral”.

Pelo país europeu falaram o ministro da Inclusión y Seguridad, José Luis Escrivá Belmonte, a deputada Adriana Lastra, do PSOE, além de sindicalistas.

Patah – Ricardo Patah, presidente da UGT, participou da sala com Lula. Ele falou à Agência Sindical. Principais trechos:

  • Necessidade – “A revisão da reforma trabalhista é uma necessidade dos brasileiros. Até porque não gerou empregos. Pelo contrário. Tivemos aumento no desemprego e mais precarização, e não só dos trabalhadores de Aplicativos”.
  • Peso – “Foi uma reunião de trabalho, de duas horas e meia. O próprio ministro espanhol apresentou slides com os pontos da nova reforma e explicou os motivos que levaram ao novo pacto”.
  • Amplo – “O acordo engloba governo, sindicalismo e empresariado. Ele não é um fato isolado. O governo espanhol vem aumentando o salário mínimo. Também por lá ampliam os investimentos em saúde e educação, o que inclui a requalificação profissional”.
  • Pontos – “Não temos ilusão de revogar tudo. Mas muitos pontos precisam ser mudados, pra gerar mais empregos, aumentar a renda, reduzir a informalidade e promover inclusão social”.
  • Pauta – “O sindicalismo abraçou essa pauta e ela vai influir no debate eleitoral deste ano, demarcando posições. O que não podemos é permitir que o empresariado conservador saia batendo, levando impressões inverídicas à opinião pública”.
  • Debate – “Começamos o debate pela cúpula sindical. Ele deve ser estendido às direções sindicais e daí para as categorias. Nosso desafio é conseguir mostrar ao trabalhador o acerto do nosso posicionamento e que a reforma, em vigor desde 2017, só trouxe perdas”.
  • Conclat – “Nos próximos dias, as Centrais fazem na UGT a primeira reunião do ano. Trataremos de uma Nova Conferência/Conclat, do 1º de Maio e também de como revisar a reforma”.
  • Qualificação – “Está provado que a redução salarial não diminui o desemprego. O que gera emprego é renda e qualificação profissional. Isso ficou claro na exposição do ministro José Luís Escrivá Belmonte.”
  • Providências – “Queremos conhecer mais a fundo o pacto espanhol. Para isso, irão à Espanha um técnico das Centrais e outro da Fundação Perseu Abramo. Depois, devemos fazer um seminário bastante amplo sobre o tema”.

Centrais – Participaram CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e Intersindical.

MAIS – Na Rede Brasil Atual, Força Sindical e CUT.

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