A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, divulgada terça (30) mostra que a taxa de desocupação no País recuou para 12,6% no terceiro trimestre de 2021. Já dentre os trabalhadores ocupados, a taxa subiu 4%. Apesar disso, o trabalho precário domina o mercado.

A retomada ocorre em meio ao arrefecimento da pandemia e ao avanço na vacinação contra a Covid-19. Apesar desse avanço no número de brasileiros empregados, o rendimento real habitual foi de R$ 2.459,00 por mês. Uma queda de 4% em relação ao último trimestre e de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A taxa da informalidade preocupa. O índice bateu os 40,6% da população. Cerca de 38 milhões exercem atividades laborais no sistema do trabalho precário. Além disso, são cerca de 25,5 milhões de pessoas que trabalham por conta própria.

Na pesquisa do IBGE, a informalidade responde por 54% do crescimento da ocupação no País. Entre as categorias que mais tiveram crescimento em relação ao trimestre anterior, estão os empregados do setor privado sem Carteira assinada (10,2%).

No mesmo período, cresceu também o número de trabalhadores domésticos (9,2%). Esse é o maior índice desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Desemprego – A queda na taxa de desocupação foi disseminada por todas as regiões do País, segundo o IBGE. No Sudeste, o desemprego caiu de 14,6% para 13,1%. Já no Nordeste, a queda foi de 18,3% pra 16,4%. Apesar desse recuo, o Nordeste segue sendo a região do Brasil com maior taxa de desemprego.

MAIS – Site do IBGE.

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