Em seu aniversário de 468 anos, a cidade de São Paulo (SP) não tem o que comemorar quando o assunto é a população em situação de rua. Segundo Censo realizado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, de 2019 a 2021, o número de pessoas em situação de rua cresceu 31%.

Em 2019, foram registradas 24.344 pessoas morando nas ruas da capital paulista. Enquanto isso, no final de 2021, esse número subiu para 31.884.

O levantamento, que deveria ser feito apenas em 2023, foi antecipado pela Prefeitura de SP após o início da pandemia da Covid-19 e suas consequências econômicas.

De acordo com o governo municipal, o crescimento numérico, de 7.540 pessoas, é maior que o número total de moradores de rua no município do Rio de Janeiro, por exemplo, que registra 7.272 pessoas nestas condições.

O contingente também é maior que o número de habitantes da maioria das cidades do Estado de SP. “Das 645 cidades paulistas, 449 (69,9%), têm quantidade de moradores menor do que a população em situação de rua aferida na Cidade de São Paulo”, afirma a Prefeitura.

Sonhos – A busca de um emprego na maior Capital do País foi o que motivou a maioria das pessoas a morar em SP – e consequentemente na rua. O levantamento mostra que 96,44% dos moradores de rua são pessoas nascidas no Brasil. Desse total, 39,2% são naturais de SP, enquanto 40,94% são de outros Estados. Outros 3,56% são estrangeiros.

Para 52% dos que não são naturais de São Paulo, o objetivo da busca pela cidade era um emprego. Os principais motivos que levam essas pessoas a morar na rua são conflitos familiares, dependência de álcool e outras drogas e perda do trabalho e renda.

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