Ministério do Trabalho para patrões
Walter dos Santos é presidente do Sindicato dos Comerciários de Guarulhos

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Covid-19 ocupa a maior causa de morte entre os brasileiros, superando câncer, AVC, infartos, homicídios, etc. Praticamente todo mundo conhece ou sabe de alguém que faleceu em razão dessa terrível doença. Já são cerca de 450 mil mortos e muitas dessas vítimas são trabalhadores no comércio.

Para evitar que as pessoas sejam contaminadas pela Covid-19, temos a vacina. Em torno de 30% dos brasileiros já tomaram a primeira dose, pessoas acima de sessenta anos, pessoas com comorbidades, profissionais da saúde, da segurança pública, da educação e até metroviários, ferroviários e motoristas de ônibus foram escolhidos, com muita justiça, para ocuparem os primeiros lugares na fila em que todos querem estar.

Entretanto, os comerciários, que estiveram expostos desde o início, vêm sendo ignorados. Pedidos de prioridade para os trabalhadores no comércio e até projetos de lei, como o apresentado pelo Deputado Federal Luiz Carlos Motta, não prosperaram.

Qual a diferença entre um caixa ou um vendedor e um motorista de ônibus ou um profissional de saúde ou de segurança pública? As vidas dos comerciários valem menos? Não se nega o direito e a necessidade desses profissionais serem vacinados, o que se questiona é o motivo de os comerciários também não serem apontados como categorias expostas a níveis maiores de risco de contrair a Covid-19.

Não há um dado exato sobre a tragédia que vivem muitas famílias comerciárias, mas recente levantamento, feito para o jornal El País com base nos dados do CAGED, do Ministério da Economia, indica que trabalhadores que não puderam ficar em casa foram os mais atingidos pelo novo coronavírus no ano passado. Esse levantamento revelou que as mortes de operadores de caixa de supermercado subiram 67% em 2020. Não é possível saber as causas dessas mortes, mas o mesmo levantamento mostrou que todos aqueles que ficaram expostos na pandemia viram o número de mortes subir entre seus colegas, como motoristas de ônibus e frentistas de postos de gasolina.

Essas pessoas deram a vida para que outras pessoas ficassem no conforto do lar, trabalhando no chamado home office, algo que não é possível para várias profissões essenciais como a dos comerciários.

Como um vendedor de loja, um repositor de mercadorias ou um caixa de supermercado faz home-office?

Isso não existe! Somos serviço essencial, temos direito à prioridade na vacina da Covid-19, algo que nenhum governo nos reconheceu.

Isso, para dizer o mínimo, é um descaso lamentável, uma falta de respeito com as nossas vidas. Na hora de pedir o nosso voto, lembrarão que existimos e virão correndo, mas agora fizeram como Pilatos, lavaram as mãos e que se morram os comerciários.

Não admitimos isso e vamos lutar de todas as formas para que a vacina da Covid-19 chegue o quanto antes à nossa categoria

Acesse – www.comerciariosdeguarulhos.org.br

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