Onde não há fantasma, o bolsonarismo inventa. Tudo com o propósito de confundir a opinião pública, desacreditar instituições e desviar o foco dos graves problemas que assolam a Nação. Alvos preferenciais têm sido o Supremo Tribunal Federal (STF) e o voto eletrônico.

Atentas à guerra híbrida da extrema direita, as Centrais Sindicais reagem e alertam os brasileiros. LEIA NOTA:

As Centrais vêm a público manifestar apoio e solidariedade ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Repudiamos os ataques constantes e infundados que o governo federal tem lançado contra o ministro, que, por sua vez, está exercendo papel fundamental no exercício da democracia.

A mais recente das muitas ofensivas descabidas que o presidente Bolsonaro apresenta contra o Poder Judiciário é a ação na qual alega abuso de autoridade do ministro Moraes. Para justificar seus ataques, alega estar em curso “injustificada investigação no inquérito das fake news, quer pelo seu exagerado prazo, quer pela ausência de fato ilícito”.

Bolsonaro mostra que sua ação não visa ao bem do País, mas sim se blindar contra investigações em que ele e sua campanha aparecem envolvidos. Além disso, essa é uma estratégia já conhecida: criar fatos pra esconder os grandes problemas que assolam o povo e que a atual gestão não apenas não tem envergadura para resolver. Basta se ver a crescente inflação, o custo de vida e a persistente alta taxa de desemprego.

Esses ataques têm também nítida intenção de fragilizar as instituições judiciárias, como forma enfraquecer a democracia e colocar em dúvida o processo eleitoral.

Reiteramos nossa confiança na integridade do processo eleitoral, pelas urnas eletrônicas, e no modelo de votação e apuração. Não há democracia ou Estado de Direito sem três pilares: liberdade de expressão, eleições livres e um Poder Judiciário independente.

Apoiamos as investigações acerca de Jair Bolsonaro e do governo, nas quais Alexandre Moraes é relator, bem como a legitimidade de suas ações como Ministro. Quem não deve não teme.

Defendemos a credibilidade das eleições livres, democráticas e com pluralismo partidário. O STF e o Tribunal Superior Eleitoral são imprescindíveis para um regime verdadeiramente democrático .

São Paulo, 18 de maio de 2022.

Sérgio Nobre, Central Única dos Trabalhadores; Miguel Torres, Força Sindical; Ricardo Patah, União Geral dos Trabalhadores; Adilson Araújo, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Antônio Neto, Central dos Sindicatos Brasileiros; Oswaldo Augusto de Barros, Nova Central Sindical de Trabalhadores.

MAIS – SITES DAS CENTRAIS.

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