Campanha internacional denuncia contaminação nos frigoríficos

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Preocupadas com o aumento de casos da Covid-19 dentro dos frigoríficos, entidades de classe lançaram terça, 18, campanha internacional para denunciar a situação. A contaminação já atinge aproximadamente 25% dos 500 mil funcionários do setor. Ou seja, 125 mil infectados.

A iniciativa é fruto da parceria entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Alimentação da Central Única dos Trabalhadores (Contac CUT) e da União Internacional do Trabalhadores da Alimentação (UITA).

“É triste que três organizações sindicais tenham que fazer uma campanha global para pedir respeito aos direitos humanos”, lamentou Gerardo Iglesias, secretário geral da UITA para a América Latina.

O objetivo é pressionar as empresas e cobrar do poder público ações de segurança mais efetivas para garantir a saúde dos funcionários. Os sindicalistas cobram testagem para todos os empregados, redução da jornada de trabalho com aumento do número de escalas, maior distanciamento dentro das plantas e o fornecimento de equipamentos apropriados.

Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA concorda que a adoção das medidas, demandaria custo maior. “Mas diante da situação anormal, não há outra saída. Por que é que os frigoríficos querem continuar como se estivessem em uma situação normal?”, ele questiona ao relatar dificuldades para negociar com parte das empresas do setor.

JBS – Os dirigentes denunciam que a JBS é o maior problema. Além de ter o maior foco de contaminação, a empresa se nega a dialogar. “A JBS, que deveria ser exemplo no setor, está com uma prática desastrosa de fazer o trabalhador usar a mesma máscara por cinco dias em ambientes com temperaturas de menos de 10 graus”, afirma o presidente da Contac CUT, Nelson Morelli.

Artur Bueno afirma que é preciso responsabilizar tanto os gestores públicos como os privados. “Vamos até as últimas consequências para defender a segurança, a saúde e a vida dos trabalhadores, tanto nos frigoríficos como nas demais empresas. Quando defendemos a vida desses companheiros, estamos defendendo toda a sociedade”, destacou.

Greve – “Não é esse nosso desejo. Queremos mesmo é buscar o diálogo, com entendimento para uma produção sustentável dentro da situação anormal que vivemos. Mas se os frigoríficos continuarem irredutíveis, radicais e não quererem abrir uma negociação, essa possibilidade de paralisação não está descartada”, alerta Artur Bueno, presidente da CNTA.

Mais – Acesse o site da CNTA, da Contac e da UITA.

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