Até tu, Papa francisco!?

0
209
Oswaldo Augusto de Barros é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC) e coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST).

Não é novidade que acontece um desmanche brutal nos direitos trabalhistas no mundo e em especial no Brasil, que escolheu como alvo o Movimento Sindical.

É prática comum de governos tidos como liberais minimizar a importância do trabalho sindical, visto que ele é feito de forma criteriosa e ao mesmo tempo de uma efetividade legal de causar inveja àqueles que o atacam e buscam sua extinção.

Não só os trabalhadores se reúnem em Sindicatos. Os empreendedores, empresários, patrões, ou como queiram que sejam chamados, também assim se organizam.

O seu Sindicato profissional, em reuniões incansáveis com o patronal, negocia constantemente regras de bom convívio econômico e social, bem como Acordos ou Convenções Coletivas de Trabalho. Tais instrumentos garantem Piso salarial, aumentos, produtividade sobre a evolução da economia e o crescimento do setor, cláusulas de natureza social, como cesta básica, bolsa de estudos, plano de saúde, auxílio-funeral, entre dezenas de outras.

Sindicatos laborais fortes conquistam cláusulas mais benéficas para os seus representados. E é por isso que há grande interesse do poder em desestabilizar economicamente o seu Sindicato, tornando-o frágil e sem forças para brigar por benefícios e avanços.

Assim, seu salário independe do Salário Mínimo, que tem sofrido aumentos irrisórios, mas mesmo assim buscam desindexá-lo de seu efetivo papel, em prejuízo dos Aposentados e Pensionistas.

Razão cabe ao Papa Francisco, que afirma: “Não existe uma boa sociedade sem um bom Sindicato. E não há bom Sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui