A mentira e a retratação – Oswaldo Barros

Data:

Compartilhe:

O descrédito hoje está diretamente ligado à falta de personalidade moral daquele que apresenta a versão sem compromisso com a verdade. No mundo moderno “on line”, é o que chamamos de “fake news”.

Mais do que nunca o adágio criado por Joseph Goebbels, ministro da propaganda Nazista – “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade” – tem que ser melhor analisado por todos.

A comunicação nos tempos atuais é muito veloz. Ela nem sempre é corretamente interpretada, mas sempre é compartilhada. Verdades são deturpadas e mentiras acabam aceitas.

Projetos, enviados pelo Executivo como “reformas”, são aprovados no Congresso para flexibilizar direitos conquistados e precarizar a mão de obra, cuja oferta é maior que a procura.

Juristas como o Ministro Amaury Rodrigues Pinto Jr.

, recentemente conduzido como membro do Tribunal Superior do Trabalho, afirmam que a impossibilidade de um custeio sindical, trazida pela Reforma Trabalhista e confirmada pelo STF, impede o equilíbrio de forças nas negociações Coletivas de Trabalho.

As mentiras geraram inicialmente decisões que, se não forem revistas, virarão verdades e o grande prejudicado será o lado mais fraco da relação Capital-Trabalho.

O mesmo podemos afirmar quanto ao ditado citado inicialmente, que dava sustentação ao movimento Nazista Alemão. Mesmo quando desmentido, deixou cicatrizes que se busca esquecer, mas que sirva de exemplo para a consciência na busca da verdade.

Hoje, desdizer o que se disse abala a credibilidade até mesmo dos mais poderosos. O tempo será o Senhor da razão.

Professor Oswaldo Augusto de Barros
Coordenador do FSTCNTEECFEPAAE

Acesse – https://fstsindical.com.br/novo/

Clique aqui e leia mais opiniões do professor Oswaldo Augusto de Barros

Conteúdo Relacionado

Eleições, Joio e Trigo – Eusébio Luis Pinto Neto

Na democracia, o cidadão é livre pra escolher seu partido, seu candidato, sua corrente ideológica. Essa liberdade é sagrada e deve ser respeitada por...

Churchill votaria pela jornada de 40 horas. E a direita brasileira? – Marcos Verlaine

O liberal-conservador britânico defendia o Estado na proteção do trabalho e do bem-estar. Posição distante do neoliberalismo que domina grande parte da direita brasileira.Se...

Se a CLT não cabe no bolso, o problema não é o jovem – Marcos Verlaine

Para reconquistar a juventude, a CLT precisa oferecer renda, direitos, perspectiva e flexibilidade, sem transformar precarização em liberdade nem proteção em privilégio.No artigo “Quando a...

Três categorias – João Guilherme Vargas Netto

Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores - comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo - grandes e presentes em todo o Brasil, com...

E-mail Whatsapp Telegram Google News Trabalho A crise é da empresa; a conta não pode ser só do trabalhador – Lourival Figueiredo Melo

Quando uma grande empresa entra em crise, uma pergunta quase nunca aparece nos balanços: quem vai pagar a conta?O caso das Casas Bahia colocou...