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A marcha da classe O próximo dia 11 promete ser uma data importante no processo de luta dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiras. Será realizada a 6° Marcha da Classe Trabalhadora, convocada pela CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT, em Brasília. Terá como bandeiras de luta principais: Redução da Jornada de Trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salários; Valorização do Salário Mínimo; Ratificação da Convenção 151 da OIT (que dá direito à negociação no serviço público); Ratificação da Convenção 158 da OIT (que impede demissão imotivada); não à precarização do trabalho e aprovação da PEC que se refere à condenação do trabalho escravo. Evidentemente, os discursos dos representantes das Centrais Sindicais e das outras entidades dos movimentos sociais estarão voltados para estas reivindicações específicas, porém situadas na complexa conjuntura atual, de crise do capitalismo, em nível mundial. A plenária da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), realizada no dia 23 de outubro, em São Paulo, com a presença de 115 participantes de 12 Estados brasileiros, indica, por um lado, que a Marcha deverá ter um número muito significativo de trabalhadores e trabalhadoras e, por outro, que temas como pré-sal e eleições de 2010 terão um significado especial nas palavras dos oradores do dia 11. Na referida reunião, vários representantes das entidades enfatizaram a importância da garantia da destinação dos recursos do pré-sal em investimentos para o desenvolvimento nacional, bandeira estratégica para que o País dê um salto qualitativo, rumo à justa distribuição de renda, à valorização do trabalho, à soberania nacional. Os avanços obtidos pelos movimentos sociais, durante os quase 7 anos do governo Lula, são evidentes, porém persistem problemas significativos, evidenciados pelas desigualdades sociais, ainda tão presentes na sociedade brasileira. E também persiste o perigo do retrocesso, caso, no embate dos projetos nas eleições de 2010, vença o candidato que signifique a volta ao período anterior a Lula, no qual prevaleceu o neoliberalismo, com a privatização de empresas estratégicas e precarização do trabalho. A diretora da CTB, Professora Nara Teixeira, enfatizou na reunião do dia 23, o momento privilegiado que vivemos no Brasil, no que se refere à unidade dos movimentos sociais rumo à conquista de um novo projeto nacional de desenvolvimento. A Marcha do dia 11 dará um passo importante de consolidação da união das Centrais Sindicais entre si e das Centrais na CMS. Esta é uma nova situação vivenciada pelos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil que fortalece a luta pelas bandeiras gerais e específicas. E, evidentemente, esse fortalecimento contribuirá para que a Marcha do dia 11 continue seu caminho para a vitória das forças progressistas nas eleições de 2010. Assim, com a eleição de candidatos e candidatas comprometidos com os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras e, com a constante pressão do movimento sindical e dos movimentos sociais em geral, haveremos de abrir novos horizontes de prosperidade e de justiça! Augusto César Petta é professor, sociólogo, coordenador técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES), membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB |
Augusto César Petta é professor, sociólogo, coordenador técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES), membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB |
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