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Nenhuma ditadura é boa. Na brasileira, sob a qual vivi, os presos políticos ficavam incomunicáveis e essa incomunicabilidade era meio caminho andado para que o regime desaparecesse com eles. Comunicação com o mundo de fora não havia. E a própria comunicação entre eles era uma odisseia: Gregório Bezerra conta que os presos das celas parede-meia esvaziavam o vaso sanitário e por ali falavam uns com os outros. Em Cuba é diferente. O grevista Guillermo Fariñas é fotografado pela agência Reuters e dá uma entrevista para o mundo, denunciando o regime cubano e até fazendo comentários sobre política internacional, sentindo-se no direito de puxar a orelha do presidente Lula, que, para ele, empresta apoio ao que chama de “ditadura dos Castro”. A Folha de S.Paulo informa que esta é a 23ª greve de fome de Guillermo. Caramba! Se ele fez uma greve de fome a cada semestre, significa que está há 11 anos e meio se alimentando parcamente – o que, convenhamos, o torna um fenômeno da natureza. Se ele faz greve de fome, evidentemente não pode trabalhar. E vive como? Quem sustenta sua família? Minha opinião, Fidel, é simples: solta esses caras, mas exija que eles arranjem uma ocupação honesta. João Franzin Greve dos professores coloca A greve dos professores paulistas colocará, mais uma vez, em lados opostos, Sindicato (Apeoesp) e o governador Serra. O detalhe curioso é que Serra, na época das vacas magras e logo depois do exílio, atuou como consultor econômico da mesma Apeoesp. Seria interessante a entidade vasculhar os arquivos e encontrar os pareceres do então assessor econômico. O que terá dito Serra naqueles tempos? Outros tempos, é verdade. |
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