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Apesar dos efetivos avanços econômicos e institucionais no País, é preciso que alguém desça ao chão e discorde do triunfalismo reinante. E esse alguém, já que não houve voluntários, serei eu. Reforma agrária - Desde que me conheço por gente e os meeiros meus vizinhos queriam retalhar a fazenda do Eugênio Procópio, sem conseguir, escuto falar em reforma agrária. E tudo o que vejo é o avanço abusado do agronegócio; Educação - O governante com projeto real de mudar a educação era o Brizola. Na verdade, o pai da ideia era Darcy Ribeiro. Não andou (a propósito, quando governou o Rio Grande do Sul nos anos 50, Brizola construiu mais de 6 mil escolas; hoje, demoram sete anos pra fazer uma estação de metrô – quando a estação não cai no buraco...); Impostos - Uma das injustiças brasileiras é a carga tributária, principalmente em cima do pobre, que não tem isenção sobre bens de consumo. Essa injustiça se aplica também às pequenas empresas – que pagam mais que as multinacionais; Violência - Herança maldita da ditadura (que promoveu a urbanização irresponsável) e corrompeu a Polícia (que só atua contra os pobres), a violência é um mal que sobrevive a todos os governos, sem qualquer enfrentamento efetivo; Saúde - Os avanços propiciados pelo SUS (com 54 mil pontos em todo o País), mais a ampliação de garantias legais, melhoraram a situação em relação ao tempo em que a rede pública só cobria quem era do INPS (o pobre dependia da caridade das Santas Casas). Mas a realidade ainda é cruel e os doentes pobres acabam morrendo mesmo é de pobreza; Corrupção - Grassam a grande e a miúda, variando conforme a oportunidade. O Judiciário, que deveria ser um anteparo eficiente, é arrogante e não tira o pé da Casa Grande; Juros - A república banqueira humilha a sociedade com juros extorsivos e spread abusivo. Esse é o real custo-Brasil que não é tratado nos editoriais dos jornalões; Mídia - Ruim com ela, pior sem ela. Mas sua democratização é uma tarefa tão urgente quanto a reforma agrária. Daí que eu conclamo: façamos a reforma agrária do latifúndio midiático!; Tinha mais uns 800 temas. Mas, dado o espírito natalino, paro por aqui. João Franzin
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João Franzin é jornalista Telefone
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