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Não é o diploma que faz o jornalista, obviamente. Há bons jornalistas, diplomados ou não. Como há juízes corretos ou nocivos, do alto de seus títulos. O bom jornalista se mede pela qualidade do texto, precisão da informação, apego à verdade. O juiz se conhece pelas sentenças que profere. O jornalista, em tese, não tem lado; já o juiz, se quer ser justo e decidir com um mínimo de eficácia, não pode ser imparcial. Jornalista transmite; juiz julga, tomando partido. Toda essa falação barroca aí é para falar da perda do diploma de jornalista, por ato do STF, a partir de pleito patronal. O fim da exigência do diploma é uma derrota para a categoria. Nós, jornalistas, perdemos para nós mesmos, em razão da inoperância de nossas entidades representativas. Portanto, todo choro a respeito da perda do diploma, por nossos supostos representantes, é inútil e não convence. Sindicato, Fenaj, ABI e afins devem, agora, correr atrás de uma lei que restabeleça a exigência do diploma. Essa é a tarefa. O resto é tergiversação. João FranzinJornalista, diplomado, e assessor sindical |
João Franzin é jornalista Telefone
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