![]() |
|
Após passar por grandes dificuldades em 2009, quando fechou 50 mil postos de trabalho por conta da crise – 18 mil deles só no segmento metalúrgico, a indústria volta a dar sinais de recuperação e já abriu 30 mil postos de trabalho apenas em janeiro (dados do Caged/Ministério do Trabalho). A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) projeta outras 110 mil vagas até o fim do ano. Um exemplo de que o setor iniciou 2010 em ritmo forte é a metalúrgica a MWM, que fechou 70% dos postos de trabalho no ano passado. Hoje, a fábrica de Santo Amaro já conta com 2.150 funcionários, 150 deles contratados este ano. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, casos como o MWM estão se tornando comuns neste início de 2010. “Hoje, há pouquíssimos casos de demissão no setor”, afirma. Por esse motivo, o Sindicato já pensa em brigar por aumento da renda dos trabalhadores e redução da jornada sem redução de salário. “Quando as empresas sofreram com a crise, dividimos o ônus, fazendo acordos de redução de salário. Agora que o trabalhador viu que voltamos a crescer, ele vai querer a parte dele”, assinala Miguel Torres. Alavanca - O diretor do departamento de economia da Fiesp, Paulo Francini, avalia que a indústria possui força “para fechar 2010 com 140 mil contratações”. “A força do mercado interno brasileiro impediu que o impacto da crise na indústria fosse maior. E, agora, aliada à retomada do crédito, vai ser a principal alavanca para retomada da produção e do emprego no setor”, destaca. Fonte: Jornal da Tarde |
![]() |