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Luta pelas 40 horas avança após mobilização
das Centrais no Congresso

A mobilização das Centrais Sindicais, que estão promovendo desde terça (2) manifestações no Congresso Nacional pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, obteve avanços. Já houve um primeiro entendimento entre os líderes das bancadas partidárias na Câmara dos Deputados que é preciso definir uma data para colocar a PEC 231/95 em votação no plenário.

Na reunião do colégio de líderes, realizada na manhã desta terça (3) no gabinete do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP, vários líderes defenderam a inclusão na pauta da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de 44 para 40 horas. Após o enontro, o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que participou da reunião, relatou aos dirigentes das Centrais que os líderes concordaram em marcar uma data para a votação da PEC na próxima reunião do colegiado.

Segundo Paulinho, ficou acertado que o presidente Michel Temer colocará o assunto em deliberação na próxima reunião do colégio de líderes, que habitualmente ocorre toda terça-feira, quando são definidos os itens da pauta das sessões deliberativas da semana.

Foto: Edgar Marra

Reuniões - No contato com os parlamentares, os sindicalistas sentiram uma grande receptividade à aprovação da redução da jornada. Na terça, após as atividades em plenário e nos corredores do Congresso, os dirigentes das seis Centrais Sindicais se reuniram com os líderes das bancadas do PSB, PCdoB, PDT, PTB, PT e do governo.

“Todos eles se comprometeram a apoiar a votação da Proposta de Emenda Constitucional que reduz para 40 horas semanais a jornada de trabalho sem prejuízos para os salários no mais curto espaço de tempo possível”, ressaltou o secretário de Políticas Sindicais e Relações Institucionais da CTB, Joílson Cardoso.

Os sindicalistas estão convencidos que as Centrais e os partidos comprometidos com a defesa dos trabalhadores devem realizar uma série de ações conjuntas para garantir a aprovação da PEC 231 o quanto antes. A avaliação do movimento sindical é que a redução da jornada precisa ser aprovada ainda no primeiro semestre de 2010, sob o risco de ser atropelada pela campanha eleitoral para as eleições de outubro.

Senado - O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que apresentou a Emenda das 40 horas em 1995, quando ainda era deputado federal, defendeu a celeridade dos deputados na aprovação da matéria. “Espero que a proposta seja votada rapidamente e venha logo ao Senado”, declarou durante pronunciamento na tribuna.

Inácio Arruda disse que “os avanços tecnológicos, nos quais se investem bilhões, vêm permitindo ganhos de produtividade excepcionais, que precisam se materializar também junto aos trabalhadores, sob a forma da redução da jornada”. “E não vale o argumento de que a redução terá impactos sobre o custo do trabalho, porque esse custo é muito pequeno no Brasil”, acrescentou.

Fontes: sites das Centrais e Diap
www.diap.org.br

 

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