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Mercado de trabalho nos bancos discrimina
deficientes, mulheres e negros

Foto: Ivaldo Cavalcante
A pesquisa “Mapa da Diversidade” nos bancos, divulgada na quinta (2) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília, mostra que os bancos que atuam no Brasil contratam poucos negros, não atingem a cota mínima de 5% de vagas para deficientes e oferecem poucas chances de crescimento profissional às mulheres.

Segundo Neiva Ribeiro dos Santos, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a pesquisa confirma “o que a gente já sabia e é de extrema importância porque, com ele, poderemos elaborar um plano de ação para negociarmos com os bancos na tentativa de resolver o problema”. “É um dia histórico, pois essa é a primeira vez que as instituições financeiras reconhecem que há discriminação no mercado de trabalho bancário”, diz

Dados - O levantamento mostra que as mulheres recebem em média 78% do salário dos homens. Como a lei brasileira proíbe que as empresas paguem salários diferentes para trabalhadores que exercem a mesma função, o resultado revela que elas encontram mais dificuldades que os homens para fazer carreira nos bancos e ocupar os postos mais altos.

Com os negros, até para serem contratados é mais difícil, com uma proporção de apenas 19% de negros e pardos entre os trabalhadores do setor. A situação da mulher negra é ainda mais crítica, sendo que elas ocupam apenas 8% dos postos de trabalho bancário.

Luta - No próximo dia 14 de julho, os bancários do Brasil inteiro realizam um Dia Nacional de Lutas pela igualdade de oportunidades nos bancos. O objetivo é denunciar a discriminação das instituições financeiras e ampliar a mobilização dos trabalhadores em prol da democratização do emprego no setor.

Mais informações:
www.spbancarios.com.br