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Acordos coletivos ajudam a preservar empregos na indústria Um balanço feito por Sindicatos e empresas indica que os acordos coletivos foram um importante instrumento para inibir demissões em massa na indústria, desde o agravamento da crise financeira internacional. Isso mostra que a estratégia adotada pelo movimento sindical, negociando com as empresas ao mesmo tempo em que oferecia sugestões concretas ao governo, foi um caminho eficaz para superar a fase crítica da tormenta. Segundo matéria do jornal Valor desta quinta (2), nas empresas ligadas à cadeia automotiva os acordos conseguiram preservar os empregos até que os efeitos da redução do IPI sobre os automóveis, em dezembro, promovesse a retomada dos níveis de produção. Segundo informações do jornal, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fez acordo com 45 empresas para redução de jornada ou suspensão temporária dos contratos, envolvendo aproximadamente de 14 mil trabalhadores, a maioria do setor de autopeças. Nove delas já suspenderam a redução de jornada. Em São Paulo e Mogi das Cruzes, foram cerca de 40 acordos, que garantiram estabilidade a 25 mil trabalhadores. O maior problema ficou localizado no setor exportador, devido à forte retração do mercado externo, onde as indústrias voltaram a demitir após o fim dos acordos de redução de jornada e suspensão temporária dos contratos de trabalho fechados entre novembro e fevereiro. Os Sindicatos ainda negociam acordos com empresas como a WEG, Schulz e Fundição Tupy. Fonte: Valor |
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