11/2/2019 - Bruno Covas precisa dialogar

• 11/2/2019 - segunda-feira


João Guilherme Vargas Netto
é consultor sindical e membro do Diap
(Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar).
E-mail:
joguvane@uol.com.br

Excetos uma pequena nota no “Estadão” e matéria no “Valor”, a greve e as manifestações do funcionalismo público da cidade de São Paulo não têm merecido registro da mídia grande.

Relembremos: imediatamente antes e depois do Natal do ano passado a Câmara dos vereadores aprovou um novo regime previdenciário municipal que arrochou as condições de aposentadoria e aumentou os descontos obrigatórios.

O funcionalismo manifestou-se maciçamente contra, com manifestações impressionantes e pacíficas (do lado dos funcionários), mas a confusão deliberada dos projetos, as sucessivas manobras regimentais e a chantagem do executivo, aliadas à desmobilização decorrente das férias e das festas natalinas garantiu a aprovação.

As direções sindicais e associativas determinaram ainda em dezembro a realização de uma greve de protesto a começar no dia 4 de fevereiro. A greve aconteceu juntamente com uma nova manifestação na sede da prefeitura.

Neste período anterior à greve, as direções ampliaram a pauta inicial que exigia a revogação da lei recém-aprovada incluindo a defesa dos direitos dos trabalhadores, sem arrochos e confiscos, a valorização profissional dos servidores e reajuste salarial com base na inflação acumulada em 2017 e 2018.

É preciso que se compreenda a dinâmica das manifestações e da greve para avaliar suas efetividades.

No dia 4 de fevereiro, uma segunda-feira, começou a greve imediatamente após o período de desmobilização dos funcionários e houve manifestação na sede da prefeitura. Nela, como assembleia, foi aprovada sua continuidade e marcada nova concentração no dia 7, referendadas ambas as determinações por assembleias setoriais nas bases organizadas do funcionalismo.

A manifestação do dia 7 foi maior e mais unitária que a manifestação do dia 4 e resultou em uma passeata pelas ruas da cidade.

As entidades que têm dirigido as manifestações e organizado a greve reconhecem que ela é mais efetiva nos dias em que há manifestação, o que funciona como estímulo. Há um impasse.

Além da greve que continua e do reforço da pauta ampliada, foi convocada uma nova concentração no dia 13.
A expectativa das direções é que o prefeito Bruno Covas, sensibilizado pela mobilização e pela greve e alertado pela pauta ampliada, aceite dialogar e abrir negociações com o Fórum dos Funcionários criando condições para a saída do impasse.

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