17/1/2019 - Sobre o salário mínimo

17/1/2019 - quinta-feira


Miguel Torres é presidente da CNTM
(Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)
e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
e Mogi das Cruzes e presidente interino da Força Sindical.
E-mail: 
migueltorres@metalurgicos.org.br

O movimento sindical brasileiro está disposto a apresentar e debater propostas que garantam a geração de emprego e de renda e o desenvolvimento sustentável do País.

Mas não deixaremos de criticar as medidas que prejudicam a classe trabalhadora, a população brasileira e os interesses nacionais.

O salário mínimo, por exemplo, que é uma referência de renda para mais de 48 milhões de pessoas.

Anunciado pelo governo, o mínimo passou de R$ 954 para R$ R$ 998 a partir de 1º de janeiro de 2019. Inferior, portanto, aos R$ 1.006 aprovados pelo Congresso Nacional.

Parece pouco, mas não é! Estes R$ 8 a menos no salário mínimo representam uma perda por mês de R$ 351 milhões na economia do País. Por ano, incluindo o 13º salário, deixam de ingressar na economia R$ 4 bilhões e 576 milhões.

Nós, do movimento sindical, que fizemos diversas Marchas a Brasília, pressionando e conquistando a política de valorização do salário mínimo, não poderíamos deixar de apontar este erro do governo.

O salário mínimo é um importante instrumento de distribuição de renda, não pode ser reajustado para baixo, como fez o atual governo, e precisa ser valorizado permanentemente até alcançar o valor estimado pelo Dieese (atualmente R$ 3.960,57) como o necessário para sustentar com dignidade uma família de quatro pessoas.

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