21/12/2018 - Fazer o simples

• 21/12/2018 - sexta-feira

João Franzin é jornalista
e diretor da Agência
de Comunicação Sindical.
E-mail:
franzin@agenciasindical.com.br

Os tempos são complexos. Portanto, em resposta, devemos procurar fazer o simples.

Trato aqui do sindicalismo, área onde atuo há muitos anos.

O simples nem sempre é fácil. É o caso do enfrentamento da crise de representação devido à distância criada entre direções e bases. O primeiro esforço é buscar reduzir esse distanciamento.

A Bíblia traz a “Parábola do semeador”, que narra: “O semeador saiu a semear”. Padre Vieira, no “Sermão da Sexagésima”, explica, simplifica e indica como deve ser a semeadura. Pra semear tem que sair, recomenda.

Alguns Sindicatos para quem trabalhamos farão em janeiro um dia de plantão de seus jurídicos, a fim de conferir o pagamento do 13º salário - se houve atraso, se o pagamento foi feito em valores corretos etc. Com isso, a entidade presta serviço e também aproxima direção e base.

Outros fazem chamamento pra que a homologação seja feita no Sindicato - a lei trabalhista não obriga mais. A orientação também é de que, mesmo já tendo sido feita a homologação, o trabalhador procure o Sindicato para a conferência das verbas rescisórias. Com isso, se presta serviço e a base fica mais ligada à sua entidade.

Um Sindicato de metalúrgicos da Grande São Paulo, ante as dificuldades de grandes avanços, iniciou campanha por café da manhã pra todos, em todas as fábricas. Lá se verificou que o trabalhador gasta em média R$ 4,50 no café e no pão com margarina. É uma iniciativa simples, que, se pegar, mobiliza e engaja a categoria.

Precisamos fugir das coisas complicadas e das ações que cruzem a linha sindical com a confusão político-partidária reinante. O simples funciona, custa mais barato, beneficia os trabalhadores e fortalece a representatividade sindical.

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