FST prepara documento e pretende cobrar discussão com Bolsonaro

• 7/12/2018 - sexta-feira

O Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) se reuniu quarta (5), em Brasília, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC). Os dirigentes debateram a elaboração de documento das Confederações a ser entregue ao presidente eleito Jair Bolsonaro, em janeiro.

A iniciativa visa elaborar uma agenda com o governo e o Congresso Nacional, que propicie a retomada do crescimento, a geração de empregos e valorização do trabalho.

O documento será composto pelas 19 Confederações do FST, com apresentação inicial única e textos distintos sobre as lutas, conquistas e reivindicações das diferentes categorias. Cada conteúdo ainda deverá apresentar propostas visando ao Pleno Emprego e à valorização do trabalho sindical.


Dirigentes do FST durante reunião na sede da CNTEEC, em Brasília

“Não será um documento ideológico ou partidário. O que queremos é dialogar, mostrando quem somos de fato. A extinção do Ministério do Trabalho já apresenta um forte revés no trato e na mediação de eventuais conflitos nas relações de trabalho. Apresentar alternativas e soluções é o nosso papel”, afirma Oswaldo Augusto de Barros, Coordenador do FST e presidente da CNTEEC.

Os dirigentes buscarão reafirmar a legitimidade das entidades confederativas na proteção dos direitos dos trabalhadores. “É preciso nos fortalecer e agrupar as nossas forças. Ocupar mais espaços.

O papel das Confederações será muito importante, e o FST pode ser protagonista nas discussões com o governo”, diz Carlos Albino, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão e Secretário de Finanças da Federação da categoria (CNTM).

Para José Calixto Ramos, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, a postura das Confederações faz a diferença, mas é necessário se aproximar das bases.

“Alguns dirigentes promoveram o distanciamento entre Sindicato e base. Mas nosso trabalho precisa ser de baixo para cima. É necessário iniciarmos uma reengenharia sindical. O governo atual atingiu dois objetivos de uma vez: fragilizar a estrutura sindical e encerrar contratos de trabalho com prazo indeterminado. É preciso reavivar o pragmatismo das Confederações”, diz.

Além do documento, o encontro discutiu a estrutura do FST para 2019 e assuntos gerais da pauta trabalhista.

Mais informações: fstsindical.com.br

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