Força critica fusão entre ministérios do Trabalho, Indústria e Comércio

• 6/11/2018 - terça-feira

A Força Sindical reagiu com energia à proposta de fusão dos ministérios do Trabalho com Indústria e Comércio. Em Nota, a Central critica a ideia defendida por setores empresariais, conforme divulgou ontem (5) o jornal valor Econômico em manchete - “Empresários propõem Pasta única para capital e trabalho”.

materia jornal valor economico

Criado a partir da Revolução de 30, comandada por Getúlio Vargas, “o ministério da revolução”, conforme definiu seu primeiro titular Lindolfo Collor, tem sido fustigado por setores conservadores da sociedade. Um dos espinhos na garanta da classe empresarial é o poder de fiscalização e aplicação de multas pelo Ministério. O governo Temer, submisso ao capital, tentou até desarmar o combate ao Trabalho Escravo, fato que gerou repercussão internacional.

Nota - Escreve a Força: “Entendemos a importância do Ministério do Trabalho e Emprego como órgão fiscalizador e força atuante no equilíbrio das relações capital-trabalho. Vale destacar que as demandas dialogadas de forma plenamente democrática, com importante atuação deste Ministério, contribuíram significativamente para o avanço das relações de trabalho”.

Mais adiante, diz a Nota subscrita por Miguel Torres, presidente, e João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral: “Queremos o Ministério do Trabalho e Emprego forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do País, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social”.

Considerado irrelevante pelo projeto neoliberal, o Ministério do Trabalho sofre ataques também em outros países. Na Argentina de Macri, foi criado o Ministério da Produção, que engloba as secretarias da Indústria, Comércio, Trabalho, Previdência e Agricultura.

Mais informações: www.fsindical.org.br

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