9/3/2015 - Quatro datas urgentes

Daqui para o começo de abril, há quatro datas a merecer nossa atenção.

A primeira é dia 13, quando Centrais Sindicais e movimentos sociais farão atos nas Capitais, com uma pauta ampla, que inclui defesa da democracia, reforma política e combate ao pacote fiscal do governo.

A manifestação cumprirá seu objetivo se não parecer uma resposta antecipada ao ato do dia 15, cujos organizadores usam o argumento do impeachment de Dilma para, na verdade, forçar a instabilidade política e aprofundar a crise.

Há cuidados a serem tomados quanto ao dia 13: controlar provocações, não parecer governista e chapa-branca e, mais importante, evitar colocar dentro dos movimentos sindical e social a crise política, gerada justamente por um modelo político (roto e corrupto) que estará em questionamento no próprio dia 13. O sindicalismo, em meio aos ajuntamentos, terá de fazer um esforço efetivo para diferenciar as bandeiras unitárias dos trabalhadores.

Ainda quanto a essa data, vale recordar que ela marcará os 52 anos no Comício da Central do Brasil, quando Jango anunciou a implementação das reformas de base, atiçando a direita (e o poder ianque) que o derrubaria do governo em 1º. de abril. Não seria bom os manifestantes do nosso campo se esquecerem dessa passagem nos atos da próxima sexta – as reformas ainda são atuais, principalmente o controle da remessa de lucros das multinacionais.

Está claro que a direita jogará muito peso no ato do dia 15. Apoia-se, para isso, num forte aparato das redes sociais, em setores da grande mídia, em partidos conservadores e, agora, agita a preparação também nas ruas, prega cartazes em postes etc.

Não será possível evitar o dia 15. No entanto, é nosso papel, desde já, é denunciar seu objetivo golpista, lembrando aos trabalhadores, em especial, que a quebra da ordem jurídica tem sido sempre um bom negócio para a classe dominante, mas solução muito ruim para a própria classe trabalhadora – supressão de direitos, arrocho salarial e outros abusos.

Vale lembrar que a marcha coxinha estará, no calendário, perto do 1º. de abril (do golpe de 1964). Também é nosso papel lembrar que esse mesmo tipo de gente marchou com Deus pela família, fazendo um discurso extremamente moralista, que primeiro ganhou os corações e depois as cabeças de muita gente, acumulando argumentos a fim de legitimar o golpe que dariam meses depois.

Petrobras - É urgente defender a Petrobras, pelo peso da empresa e sua ramificação na economia e na vida nacional, inclusive mostrando a devastação nos empregos (na tecnologia etc.) que a derrocada da petroleira traria. Mas sempre com o cuidado de não parecer que se esteja tentando algum tipo de proteção e acobertamento ao crime organizado.

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