Famílias dos demitidos denunciam o calote da Editora Abril

• 14/9/2018 - sexta-feira

Os familiares dos trabalhadores demitidos pela Editora Abril realizaram nesta sexta (14), protesto contra o calote da empresa nas verbas trabalhistas dos funcionários. Entre os demitidos, estão jornalistas, gráficos, administrativos e distribuidores.

O ato, que ocorreu em frente à gráfica da Abril, na Marginal Tietê, em São Paulo, foi aprovado em reunião conjunta das categorias no Sindicato dos Jornalistas.

No início de agosto, a empresa dispensou cerca de 800 profissionais e não pagou direitos previstos na legislação, como a multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

As categorias denunciam que, ao entrar com o pedido de Recuperação Judicial, em 15 de agosto, o grupo pediu a inclusão do passivo trabalhista “em uma interminável lista de credores” – cujo montante chega a R$ 1,6 bilhão em débitos com bancos, fornecedores de papel e empresas estrangeiras com quem a Abril mantém negócios. A dívida com os trabalhadores corresponde a cerca de 8% do total.

“Muitos, entre os demitidos, já estão sem dinheiro para comprar comida, pagar a escola dos filhos, o transporte, as prestações, os remédios”, diz a convocatória para o ato.

Proposta - O Grupo Abril informou que vai destinar cerca de R$ 10 milhões para o pagamento parcial das verbas rescisórias. Em nota, a empresa afirmou que os recursos permitiriam pagar até 70% do saldo que cada funcionário tem a receber, limitado a R$ 15 mil.

Porém, de acordo com os comitês dos trabalhadores demitidos, seriam necessários R$ 110 milhões para o cumprimento da obrigação de pagar as verbas trabalhistas.

Vídeo da Semana - Assista entrevista com Patrícia Zaidan, ex-redatora-chefe da revista Claudia. No Vídeo da Semana, no site da Agência Sindical, ela analisa a decadência do Grupo Abril, o fim de 11 publicações da editora e a demissão de centenas de funcionários.

Mais informações: www.sjsp.org.br

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