20/8/2018 - Entre o cômico e o trágico - Oswaldo Augusto de Barros

• 20/8/2018 - segunda-feira

Oswaldo Augusto de Barros
é professor e presidente da CNTEEC
(Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Estabelecimentos de Educação e Cultura).
E-mail:
barros2002@terra.com.br

De autoria desconhecida ou de vários autores, o slogan “País da piada pronta” nunca foi tão aplicado ao Brasil como está sendo observado no início desta Campanha Eleitoral para a Presidência da República, e tais fatos retratam que se renovam a cada instante.

Bolsonaro, Roda Viva – 30/7/2018
Sobre Mortalidade Infantil, responde: "Um prematuro tem mais chances de morrer. Tem que jogar na prevenção. Gestante não cuida da saúde bucal".

Bolsonaro, Proposta de Governo – 14/7/2018
"Todo jovem poderá escolher entre um vínculo empregatício baseado na carteira de trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual –, ou uma carteira de trabalho verde e amarela (onde o contrato individual prevalece sobre a CLT)".

Até o presente momento, poderíamos entender que os candidatos não estavam “na rua” com suas campanhas, entretanto, o que se vê é um conjunto de desinformações típicas de um anedotário de mau gosto.

Não estar preparado para falar sobre as causas da mortalidade infantil, poderia ser a questão, entretanto, a correlação feita com a situação dentária da mãe é cômica.

Trágico é pensar que um candidato a Presidente da República tenha como Plano de Governo criar dois níveis de trabalhadores, em um mesmo ambiente, sendo o mais precário com as cores de nossa Nação.

Ponho em dúvida que o mais ortodoxo capitalista tenha a coragem de institucionalizar tal situação, as consequências seriam as mais danosas e refletiriam sobre seu currículo.

Entretanto, o mais incomum é ver o atual Presidente, que tem candidato em seu partido, Michel Temer dizer, em entrevista à Folha, publicada na quinta-feira (16), enxergar seu governo na candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). “Se você dissesse: ‘quem o governo apoia?’. Parece que é o Alckmin, né?”

Ele disse ainda que os partidos de sua base, que aprovaram sua agenda de reformas, aderiram ao tucano e “vão estar no governo se ele ganhar”.

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