Metalúrgicos de Curitiba organizam ações visando à inclusão dos deficientes

• 9/8/2018 - quinta-feira

O Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas com deficiência, o que representa cerca de 24% da população. Os dados são do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010. Porém, elas são apenas 0,9% do total de Carteiras assinadas no mercado de trabalho. A notícia boa é que essa realidade vem mudando nos últimos anos graças a uma nova política de contratações das empresas.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, 418,5 mil pessoas com necessidades especiais estavam empregadas no Brasil em 2016 – número 3,8% maior do que o registrado em 2015. Esse contingente vem crescendo ano a ano, mas quem tem alguma deficiência ainda encontra muitas barreiras para conseguir trabalhar.


Dirigentes debatem agenda permanente de trabalho junto às pessoas com deficiência

Com o objetivo de contribuir para melhorar esses números, o Departamento de Saúde e Segurança no Trabalho e a Comissão de Eventos do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba iniciaram debates para a criação de uma agenda de trabalho permanente junto aos portadores de deficiência. A ideia é promover a inclusão deles no mercado de trabalho, derrubando mitos e preconceitos que ainda dificultam sua colocação o pleno emprego.

Oswaldo Silveira, diretor do Departamento de Saúde do Sindicato, destaca: “Essa agenda visa criar uma cultura voltada à inclusão do trabalhador com deficiência. Isso envolve a preparação dos dirigentes sindicais, com eventos e palestras sobre o tema. Em setembro, realizaremos um Seminário sobre inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”.

Várias entidades devem ser convidadas a participar do evento. Entre elas, Ministério Público do Trabalho, Secretarias de Saúde (estadual e municipal), Previdência Social, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“É preciso debater amplamente o tema. Não podemos ficar restritos somente à Lei de Cotas. A agenda permanente irá abordar o papel das empresas, do Sindicato, dos órgãos públicos, das escolas e da família do portador de deficiência”, informa.

Osasco - O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco trabalha com o tema da inclusão há 17 anos. Carlos Aparício Clemente, membro do Departamento de Saúde da entidade e coordenador do Espaço da Cidadania, elogiou a iniciativa de Curitiba.

"É uma excelente notícia. Em julho, estivemos juntos num seminário sobre o tema na Fiocruz, no Rio de Janeiro. Na ocasião conversamos sobre ações como essa. O movimento sindical tem que ser protagonista. É preciso debater abertamente e trazer soluções para a inclusão do deficiente no mercado de trabalho", ressalta.


Clemente fala durante evento dos 27 anos da Lei de Cotas, em julho em São Paulo

Clemente lembra que, em Osasco, o Sindicato acompanha todos os anos o cumprimento da Lei de Cotas. “Chegamos a ultrapassar 100% das vagas. Iniciativas como essa, dos companheiros de Curitiba, nos animam ainda mais. Não podemos ficar esperando pelo poder público. As entidades sindicais têm que assumir seu papel e lutar cada vez mais para que a pessoa com deficiência seja mais respeitada", sublinha.

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