Na GloboNews, Ciro Gomes reafirma plataforma trabalhista e nacionalista

• 3/8/2018 - sexta-feira

Ciro Gomes deu uma aula de política e administração durante a entrevista de mais de uma hora ao “Central das Eleições”, na GloboNews, quarta (1º) à noite. Um dos destaques foi a reafirmação de que não aceita a nova lei trabalhista, qualificada por ele, novamente, de “selvageria contra o trabalhador”.

O candidato do PDT garantiu que itens como trabalho intermitente e exposição de gestante a locais insalubres serão extirpados. “É razoável, a pretexto de modernidade, por desrespeito à democracia, que patrão possa alocar uma senhora grávida em ambiente insalubre?”, indagou.

Ele também fez ironia sobre a prevalência do negociado sobre o legislado. “Sou professor de Direito. Não conheço nenhum país sério onde a negociação entre a parte forte e a mais fraca se sobreponha à lei. Me aponte um só país sério onde essa regra vale”, ele desafiou os entrevistadores.

Perguntado se era a favor do imposto sindical, eliminado pela reforma trabalhista de Temer, o candidato do PDT criticou. “Cortaram o custeio de uma hora pra outra. Retiraram a escada e deixaram os Sindicatos pendurados na brocha. Isso não é certo. Quero saber com que meios os Sindicatos atenderão à imensa maioria que não é sindicalizada”, questionou.

Ao reafirmar que governo bom é governo forte, o trabalhista fustigou o recente acordo de venda da Embraer. “A Boeing comprou pra fechar. Querem fechar a Embraer, que já tem encomenda de bilhões e concorre com a própria Boeing. Eu vou rever esse contrato”, afirmou. Ciro Gomes disse não ser contrário às privatizações. “Depende de saber se servem ou não ao interesse dos brasileiros”, completou.

Frustração - Um Ciro Gomes firme, sereno e tolerante frustrou a bancada chapa-branca, que imaginava entrevistar um personagem arrogante e de pavio curto, mas se deparou com o candidato real, com ideias claras e discurso assertivo, para quem a eleição não é gincana, e sim um processo decisório sobre o Brasil que queremos e precisamos.

Clique aqui e assista, na íntegra.

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