3/7/2018 - Série eleições: estrutura de campanha

• 3/7/2018 - terça-feira


Antônio Augusto de Queiroz é jornalista,
analista político e diretor do Diap.
Este texto é parte da cartilha com o título
“Eleições Gerais 2018: orientação
a candidatos e eleitores”.
E-mail:
toninho@diap.org.br

Para os candidatos - tanto à eleição majoritária (presidente, governador e senador) quanto à proporcional (deputado estadual, distrital e federal) - que decidirem não entregar a execução de sua campanha a uma agência de comunicação, o ideal é que o comitê seja estruturado com pessoas experientes e capazes em quatro grandes núcleos de apoio: a) marketing; b) política; c) material de campanha; e d) atividades de rua.

Coordenação de marketing - Cuidará da definição das atitudes e imagem do candidato, além da propaganda, da assessoria de imprensa, da contratação de pesquisa, da participação do candidato em debates e entrevistas, dos logotipos e da identificação visual da campanha. Deve ser um profissional do setor.

Coordenação política - Será encarregada das negociações, alianças e da orientação aos cabos eleitorais. Deve ser alguém vinculado orgânica e politicamente ao partido ou coligação, e de absoluta confiança do candidato.

Coordenação de material de campanha - Cuidará da operacionalização das peças de campanha produzidas pelo núcleo de marketing ou pela agência contratada, tais como panfletos, botons, distintivos, adesivos, bandeirinhas e outros produtos de divulgação do candidato. Deve ser um profissional.

Coordenação das atividades de rua - Será responsável por colocar o bloco na rua, cuidando da mobilização da militância e da distribuição do material de campanha, além de outras atividades.
A campanha ou o comitê não poderá prescindir de um coordenador administrativo e financeiro e de um bom consultor jurídico. O primeiro para captar recursos, contratar pessoal e autorizar despesas. O segundo para orientar juridicamente a campanha, defender o candidato e requerer eventual direito de resposta.

A estrutura da campanha, como se vê, inclui toda a logística, desde o comitê, passando por impressos, correspondências, pesquisas eleitorais, até profissionais contratados para divulgar e promover a campanha nas ruas e, principalmente, nas rádios, TVs e jornais.

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