Eletricitários iniciam greve contra a privatização da Eletrobras

• 11/6/2018 - segunda-feira

Eletricitários de todo o País iniciaram nesta terça (11) paralisação de 72 horas, para denunciar a ofensiva do governo Temer pela privatização da Eletrobras – estatal responsável por 37% do total da capacidade de geração de energia elétrica do País.


Eletricitários do Acre protestam contra a privatização do setor

O início da greve, que também combate a venda das distribuidoras de energia do grupo, coincide com o aniversário de 56 anos da empresa, criada em 1962 durante o governo do presidente João Goulart. A categoria espera também fechar o dissídio coletivo com data-base em maio, ainda sem solução após cinco reuniões com a companhia.

De acordo com o Coletivo Nacional dos Eletricitários, que coordena a mobilização, ao contrário do que diz o governo, a privatização terá impacto direto nas contas de luz, que poderão aumentar até 30% para a população atendida. “Os eletricitários também querem a imediata saída do atual presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Jr., pois ele representa a simbologia da privatização e é o agente direto da política de destruição da empresa”, destaca em nota.


Subestação de Campinas está com atividades paralisadas

Os dirigentes da categoria estimam que a paralisação atingirá trabalhadores das áreas administrativas, operação e manutenção, transmissão e distribuição de energia de Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras do estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

São Paulo - O vice-presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Sérgio Canuto da Silva, disse à Agência Sindical que a adesão a paralisação aqui em São Paulo foi quase total. "Aqui em São Paulo, nós temos Guarulhos, Ibiúna, Tijuco Preto e Mogi das Cruzes. Todas as bases estão paralisadas com exceção da operação, que tem a questão da essencialidade conforme determinou a Justiça. Nós estamos cumprindo a risca a decisão", disse Canuto.

TST - O Tribunal Superior do Trabalho considerou legítimo o direito da categoria à greve. Porém, o ministro Mauricio Godinho Delgado determinou que, dada a essencialidade do serviço, ao menos 75% dos trabalhadores de cada uma das empresas do grupo deverão trabalhar normalmente.

Segundo nota conjunta distribuída pelos Sindicatos dos trabalhadores nas distribuição de energia do Amazonas, Acre, Piauí, Rondônia e Alagoas, a desembargadora Giselle Bondim Lopes Ribeiro, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro, manteve a validade da decisão liminar que suspendeu por 90 dias o processo de privatização das distribuidoras da Eletrobras no Norte e Nordeste.

A magistrada indeferiu hoje (11) mandado de segurança interposto pela Advocacia-Geral da União (AGU), que tentava derrubar a decisão adotada na semana passada pela juíza Raquel de Oliveira Maciel, da 49.ª Vara do Trabalho.

Apoio - O presidente Nacional da CTB, Adilson Araújo, divulgou nota no site da Central em apoio ao movimento. Para o dirigente, a greve contra a privatização da empresa “é a luta em defesa da soberania e do emprego de milhões de brasileiros”. “Uma vez privatizada a Eletrobras, o acesso à energia será definido pelo poder de quem pode ou não pagar”, aponta.

Mais informações: www.fnucut.org.br

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