24/5/2018 - Apoio à greve e repúdio à política de preços de Temer e Parente - Eusébio Pinto Neto

• 24/5/2018 - quinta-feira


Eusébio Pinto Neto é presidente da Federação Nacional
dos Empregados em Posto de Serviços de Combustíveis
e Derivados de Petróleo (Fenepospetro).

Foram 11 reajustes nos preços dos combustíveis nos últimos 17 dias. Apesar de anunciar pequena redução nos combustíveis após reunião de emergência na terça (22), Pedro Parente disse que a Petrobras não mudará sua política para os preços dos combustíveis. Segundo ele, a redução no preço da gasolina e diesel anunciada ocorreu pela variação do câmbio. “Não foi em resposta à greve dos caminhoneiros”, disse o presidente da Petrobras.

Desde julho de 2017, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 58,76% e do diesel de 59,32%, segundo o Valor Online. Essa política de preços está mexendo com nossa categoria. Somada à nova e nefasta lei trabalhista, temos um quadro extremamente preocupante, com precarização e demissões por todo País. Se essa política de preços persistir, a situação ficará cada vez mais complicada para os trabalhadores em postos de combustíveis e lojas de conveniência.

Contra a política neoliberal de Temer – com bloqueios, barricadas e manifestações nas rodovias e postos de gasolina, a greve dos caminhoneiros contra a alta do óleo diesel prossegue atingindo 23 Estados brasileiros. Segundo informes da categoria, aproximadamente 200 mil trabalhadores aderiram aos protestos contra os altos tributos impostos pelo governo aos combustíveis.

Com elevada taxa de impopularidade e desastrosas opções de política econômica, os aumentos frequentes nos preços de gasolina e diesel também passaram a pesar nas contas da classe média, além do impacto nos índices de inflação em razão do uso generalizado dessa fonte de energia pelo Brasil a fora. A população já percebe que a tal política de preços do Pedro Parente só opera para aumentos, nunca para baixo. Nas ocasiões em que o preço do petróleo na refinaria havia sido reduzido, os efeitos de queda jamais foram sentidos nos postos de combustíveis.

Não faz sentido que o Brasil adote essa política que só se justifica para países que dependem totalmente do petróleo importado. No nosso caso, pelo contrário, somos autossuficientes graças à nossa grande produção interna. Enquanto não tivermos um governo sério, que atenda as demandas dos trabalhadores, seremos usados e explorados pelas elites interna e externa.

Agora que a greve literalmente travou a economia e com os empresários da área de transportes exercendo um poderoso lobby, o governo talvez seja obrigado a ceder ao movimento dos caminhoneiros, isso mesmo depois de ignorar os pleitos generalizados de diversas categorias, inclusive dos Frentistas, por mudanças na política econômica, contra o desmonte da CLT e a entrega da Petrobras.

Os trabalhadores caminhoneiros representam o sentimento generalizado de descontentamento popular com esse desgoverno. Vai aqui nossa fraternal solidariedade e apoio aos companheiros de pista. Até a vitória final!

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