Greve da construção civil paralisa 452 canteiros de obras em São Paulo

• 15/5/2018 - terça-feira

A greve na construção civil de São Paulo começou forte. O Sindicato da categoria (Sintracon-SP) informou no final da tarde desta terça (15) que o movimento atingiu 452 obras, com 35 mil trabalhadores parados no primeiro dia. A categoria promete intensificar a paralisação.

O presidente do Sintracon-SP, Antonio de Sousa Ramalho, esteve pela manhã em obras da Vila Andrade, localizada perto do bairro Morumbi. Além dele, diretores da entidade se dividiram em diversos canteiros pela capital, mobilizando os trabalhadores.


Ramalho da Construção acompanhou passeata pelas ruas do Morumbi, no primeiro dia de greve

O resultado agradou Ramalho. "Inúmeros companheiros aderiram à greve e voltaram pra casa. Entretanto, um coletivo de operários decidiu fortalecer a nossa luta e caminhar conosco de uma obra para outra. Passamos em cinco obras da Vila Andrade”, conta o presidente.

A categoria pede reposição da inflação pelo índice do INPC/IBGE até a data-base de 1º de maio (1,69%), além de aumento real de 2%. A campanha salarial envolve cerca de 270 mil trabalhadores.

De acordo com Ramalho, os patrões se recusam a conceder qualquer aumento. “O quem eles querem á escravizar o trabalhador. Se recusam a negociar qualquer benefício e ainda querem aplicar a nova lei trabalhista, retirando direitos. Por isso, após esgotarmos todas as tentativas de diálogo, não tivemos outra saída se não a greve”, explica o dirigente.

Nesta quarta (16), o Sintracon-SP prepara novas mobilizações em canteiros de obras, manifestações e passeatas.
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