CNTA participa de força-tarefa em defesa do emprego na cadeia do frango

• 14/5/2018 - segunda-feira

A criação de uma força-tarefa, integrada por representantes do governo, trabalhadores e empresários, é a principal aposta do setor de proteína animal, para buscar a recuperação econômica e manutenção dos empregos na cadeia produtiva do frango.

Esse foi o principal resultado da terceira audiência de mediação do Ministério do Trabalho, que reuniu sexta (11) dirigentes do setor com o objetivo de debater a situação dos 20 frigoríficos descredenciados para exportações de frango para União Europeia (UE).


Audiência no MTE tratou da garantia de empregos no setor frigorífico

A força-tarefa envolverá os ministérios do Trabalho; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; a Casa Civil e representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA) e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Por enquanto, as unidades embargadas implantarão um sistema de rodízio de férias coletivas para evitar demissões.

O presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, disse à Agência Sindical que o encontro foi importante, pois teve a presença de setores do governo que têm relação com o problema. Ele também defendeu a criação de um comitê tripartite, para discutir ações permanentes.


CNTA integra força-tarefa criada para tentar reverter o embargo e buscar novos mercados

Demissões - Artur Bueno destacou que, no momento, o mais importante é garantir os empregos. “Precisamos tranquilizar os trabalhadores. Hoje, quem sai de férias coletivas fica preocupado, porque não sabe se volta. Quem fica trabalhando também não tem a tranquilidade para exercer sua função”, comenta.

“Nós também pudemos ouvir do governo qual o posicionamento com relação a essa situação. A força-tarefa vai atuar no sentido de reverter o embargo junto à União Europeia e também buscar outros mercados”, explica. O dirigente ressaltou, porém, que a crise atual diz respeito à má gestão das empresas e cobrou mais compromisso delas com seus trabalhadores.

Além das lideranças sindicais e representantes do governo, participaram do encontro dirigentes da Associação Brasileira de Proteína Animal, da BRF (que tem 12 plantas descredenciadas) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

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