20/4/2018 - Ninguém quer assumir a presidência desse País! - Lourival Figueiredo Melo

20/4/2017 - sexta-feira


Lourival Figueiredo Melo é presidente da Federação
dos Empregadosde Agentes Autônomos do Comércio
do Estado de São Paulo (Feaac) e secretário-geral
da Confederação Nacional dos Trabalhadores
no Comércio (CNTC)
E-mail:
imprensa@feaac.org.br

A presidência do País foi rejeitada essa semana! Com a ausência do presidente Temer, em viagem internacional à Cúpula das Américas, no Peru, quem deveria assumir a cadeira mais importante do País seria o vice. Como o presidente era o vice, nesse caso assumiria o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas ele cumpre agenda em missão oficial no Panamá, para participar da reunião internacional de parlamentares, não podendo assumir a presidência. Quem assumiria em seguida seria o presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), mas por ele também estar cumprindo agenda no Japão, onde trata de assuntos no âmbito nacional quanto para o Estado do Ceará, não pode assumir a presidência, que foi ocupada pela linha sucessória que agora é o presidente do Supremo Tribunal Federal, no caso a ministra Cármen Lúcia.

Seguir a linha sucessória para ocupar o posto mais alto do País poderia ser natural, se não fosse um ano eleitoral. Isso significa dizer que Maia e Eunício estão fugindo dessa cadeira, uma vez que ambos tentarão concorrer nas próximas eleições e uma das regras do Tribunal Superior Eleitoral é não exercer nenhuma função no Poder Executivo no período de seis meses anteriores à eleição.

Outro fator que tem movido esse País são as investigações da Lava-Jato, na qual os presidentes da Câmara e do Senado também foram citados pelos delatores e um fator determinante é que o mandato de ambos está encerrando e, para ter foro privilegiado em 2019, é necessário estar em mandato eletivo.

Enquanto o ano legislativo demora a andar – já que as matérias legislativas que poderiam de algum modo ajudar a população, seja incidindo no setor econômico, educacional ou saúde estão paradas, pois a pauta prioritária tem sido a segurança pública e ainda com alguma dificuldade, já que a base do governo não tem trabalhado em acordo – na realidade, se tem uma coisa que esse Congresso não chega é em um consenso.

O momento é de sonhos e planos para as eleições que ocorrem em outubro e o primeiro passo se encerrou há poucos dias, com o fim da janela partidária, que é quando os parlamentares podem mudar de partido sem consequências. Essa mudança custou muitas promessas, todas em busca de uma maior participação no fundo de financiamento de campanha. Nesse momento, ninguém tem mais ideologia. Cada um migra para o partido que melhor lhe atender aos interesses particulares e regionais da política.

Um ano que poderia começar a por o País nos trilhos e trazer esperança para o povo, nada mais será que um ano de Copa do Mundo e eleições e nada de ações efetivas que poderiam trazer algum resultado. Novamente o País fica a esperar o que não se pode esperar.

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