Servidores e médicos de Guarulhos protestam contra sucateamento da saúde

• 16/4/2018 - segunda-feira

A saúde pública de Guarulhos, na Grande São Paulo, vai mal. Além dos problemas estruturais já conhecidos de todos País a fora, o setor sofre na cidade com o avanço da terceirização. O problema maior neste momento é a OS Gerir, importada de Goiás pelo prefeito Guti (PSB).

Um exemplo de como a Gerir atua vem de Rondonópolis (MT), onde o Hospital Regional é comandado pela OS. O serviço de arquivo de prontuários encontra-se com a energia elétrica cortada por falta de pagamento, os médicos ameaçam paralisação pelo atraso nos salários. Além disso, a unidade padece com falta de medicamentos e insumos.

Em Guarulhos, crescem as reclamações dos usuários. E os funcionários também sofrem com as más condições de trabalho, a falta de insumos e o atraso salarial. Os abusos levam médicos e servidores da saúde a resistir juntos. Para tanto, eles chamam protesto amanhã (17) em frente ao Hospital Municipal de Urgências (HMU). A mobilização acontece das 8 às 12 horas.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos (Stap), Pedro Zanotti Filho, ressalta: “É hora da união de médicos, funcionários e pacientes contra a precarização, o desrespeito profissional e o sucateamento da saúde pública”.

Rogério de Oliveira, secretário-geral do Stap e presidente do Conselho Municipal de Saúde, alerta: “A saúde é direito de todos e dever do Estado. Queremos um sistema que funcione para o povo e melhores condições de trabalho aos servidores”.

Protesto - Terça (17), das 8 às 12 horas, no HMU (avenida Tiradentes, 3.392, Bom Clima).

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