Engenheiros da Prefeitura retomam greve contra mudança na previdência

13/3/2018 - terça-feira

Os engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo entraram em greve na terça (13), por tempo indeterminado, em protesto ao Projeto de Lei 621/2016, que institui um novo regime previdenciário aos servidores. As mudanças podem acarretar aumento das contribuições em até 19%. 

A categoria, que havia participado de uma paralisação de 24 horas de todo o funcionalismo municipal na última quinta, dia 8 de março, decidiu retomar o movimento. Em assembleia, segunda (12) no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, foi aprovada uma agenda de mobilização para acompanhar a tramitação do projeto. 


Engenheiros da Prefeitura aprovaram por unanimidade adesão ao movimento dos servidores

A Agência Sindical conversou com o engenheiro civil Carlos Eduardo de Lacerda, diretor do Sindicato e coordenador de obras na Regional da Moóca. Ele explicou que, além de criar um regime de contribuição complementar para a aposentadoria, a reforma da previdência proposta pela gestão João Doria (PSDB) extingue o Instituto de Previdência Municipal (Iprem). O órgão, responsável pela aposentadoria dos servidores, vem perdendo arrecadação devido à política de terceirização e a ausência de novos concursos públicos. 

“Já tínhamos realizado uma paralisação de 24 horas contra esse projeto unilateral, que a prefeitura resolveu apresentar sem consultar a categoria. Não podemos aceitar a imposição de uma proposta que sequer foi debatida com a categoria e cheio de falhas”, afirma. 

O projeto que Doria pretende aprovar esta semana foi apresentado no final de 2017 e complementa proposta da gestão anterior, de Fernando Haddad. De acordo com o dirigente, cerca de 500 engenheiros atuam na prefeitura e serão afetados caso a reforma seja aprovada. 

Mobilização - Junto com outros segmentos do funcionalismo, os engenheiros se concentram na Câmara Municipal nesta quarta (14), a partir das 14 horas, para acompanhar a reunião da Comissão de Constituição e Justiça que vai analisar a matéria. Na quinta (15), a partir das 15 horas, participam de Audiência Pública conjunta da CCJ e da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento sobre o PL 621/16. 

Votação - A primeira votação do projeto pelos vereadores está prevista para ocorrer entre os dias 20 e 23; a segunda, entre os dias 26 e 28 de março. 

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