Fernando Mauro, da ABCCom, é candidato a uma vaga no senado italiano

• 9/2/2018 - sexta-feira

Desde 2006, pessoas com cidadania italiana que vivem fora do país têm direito a eleger doze deputados e seis senadores para representá-los no parlamento italiano. Neste ano, o pleito, que acontece nos dias 24 e 25 de fevereiro, elegerá dois senadores e quatro deputados como representantes da América do Sul. Entre os candidatos, está o jornalista brasileiro Fernando Mauro Trezza, que concorre ao cargo pela primeira vez.


Fernando Mauro fala, durante coletiva, sobre a sua candidatura ao senado italiano

"Será uma longa e difícil caminhada. Mas é nas dificuldades que busco essa motivação em concorrer a um cargo tão importante como esse. Representar o Brasil e os ítalo-brasileiros no parlamento italiano será uma grande satisfação e também uma grande responsabilidade. Me sinto preparado para essa missão", diz Fernando Mauro.

Trezza é paulista, descente de italianos e possui dupla cidadania. No Brasil, o candidato é presidente da Associação Brasileira dos Canais Comunitários (ABCCOM), atuando com comunicação há 20 anos. O jornalista faz parte do Movimento Passione Itália e concorre pelo partido Civica Popolare.

Coletiva - Nesta quinta (7), Fernando Mauro reuniu profissionais da imprensa para uma coletiva onde esclareceu como será a eleição e os motivos de sua candidatura.

"Todo brasileiro com cidadania italiana deverá receber pelo correio uma ou duas cédulas oficiais, para que possa participar do pleito. Quem não receber a sua cédula oficial basta procurar os consulados italianos no dia da eleição", explica Fernando. Ele completa: "Ao receber a cédula, o eleitor primeiro escolhe o partido Civica Popalare, em seguida procura o candidato pelo sobrenome. No meu caso é Trezza".

Estão aptos a votar todos os ítalo-brasileiros, maiores de 18 anos e com dupla cidadania comprovada. "A diferença é que a pessoa entre 18 e 24 anos só vota para deputado. A partir dos 25 anos ele pode votar para deputado e senador. O eleitorado no Brasil é composto por 10% de italianos que moram aqui e 90 por cento são brasileiros com descendência italiana, ou seja, são filhos, netos e bisnetos de italianos", acrescenta.


Fernando Mauro ao lado de Sergio Redó, presidente da Associação Paulista de Imprensa 

O jornalista falou também sobre a importância de se ter um brasileiro dentro do parlamento da Itália. "Eu cito o caso de uma proposta que surgiu para impedir que a mulher italiana pudesse passar a cidadania. Ou de projetos que restrinjam direitos dos ítalo-brasileiros, por exemplo. Por isso, é preciso ter representantes atentos a essas e outras questões que surgirem", completa Fernando Mauro Trezza.

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